Ações americanas estão sobrevalorizadas em comparação com pares internacionais?
A FDA (Food and Drug Administration) aprovou novas versões das vacinas contra covid-19 da Pfizer, Moderna e Novavax nos EUA nesta 4ª feira (27.ago.2025). Apesar disso, a vacinação estará limitada a apenas uma parte da população.
Segundo orientações do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), os imunizantes são recomendados para os idosos com mais de 65 anos, enquanto adultos jovens e crianças só devem receber a vacina se tiverem condições de saúde de alto risco, como asma ou obesidade.
As vacinas da Pfizer e Moderna começarão a ser distribuídas imediatamente, enquanto a da Novavax chegará no início de outubro. Os novos imunizantes foram desenvolvidos para combater o subtipo LP.8.1 do coronavírus, uma versão relacionada a variantes recentemente identificadas.
A FDA também revogou a autorização de uso emergencial da vacina da Pfizer para crianças menores de 5 anos, deixando apenas a Moderna como opção para a faixa etária.
O acesso efetivo às vacinas dependerá de decisões de autoridades de saúde federal, seguradoras privadas, farmácias e autoridades estaduais.
Como parte das aprovações da Comirnaty e Spikevax, cada fabricante é obrigado pela FDA a conduzir um estudo para avaliar se há efeitos cardíacos de longo prazo em pessoas que tiveram miocardite depois de receber uma vacina de mRNA contra covid.
MIOCARDITE E PERICARDITE
Paralelamente, em 25 de junho, a FDA emitiu um comuicado de segurança exigindo que as bulas das vacinas de mRNA contra covid, Comirnaty (Pfizer) e Spikevax (Moderna), fossem atualizadas para incluir informações mais detalhadas sobre os riscos de miocardite –inflamação do músculo do coração– e pericardite –inflamação da membrana que o envolve– após a vacinação.
Embora esses efeitos adversos sejam raros, há risco. A atualização destaca que a incidência observada tem sido maior em homens de 12 a 24 anos, com cerca de 27 casos por milhão de doses nesse grupo específico. A nova redação da bula torna a advertência mais extensa e detalhada, além de reforçar a importância de informar pacientes e familiares sobre esses riscos.