Megaoperação policial dá ao governo argumento para retomar aperto a fintechs que gerou crise do Pix
Por Akhtar Soomro e Mushtaq Ali
BUNER, Paquistão (Reuters) - As fortes chuvas no noroeste do Paquistão interromperam as operações de resgate e socorro por várias horas na segunda-feira, antes de serem retomadas na região noroeste, onde inundações repentinas mataram mais de 300 pessoas desde sexta-feira, segundo as autoridades.
A chuva intensa ceifou vidas e espalhou destruição em vários distritos do norte, com a maioria das pessoas mortas em enchentes repentinas, de acordo com a Autoridade Nacional de Gerenciamento de Desastres.
Nas áreas montanhosas, as chuvas causaram inundações repentinas, bem como deslizamentos de lama e rochas que arrastaram casas, construções, veículos e pertences.
"Foi como um cenário do dia do juízo final", disse o estudante universitário Sahil Khan, de 24 anos, à Reuters TV, descrevendo as inundações. "Todo mundo está com medo. As crianças estão assustadas. Elas não conseguem dormir."
O distrito de Buner foi o mais atingido, com mais de 200 mortes.
As fortes chuvas nas áreas atingidas pelas enchentes, incluindo Buner, forçaram as equipes de resgate a interromper os esforços de socorro por várias horas na segunda-feira, disse à Reuters um oficial do governo regional, Abid Wazir.
"Nossa prioridade agora é limpar as estradas, construir pontes e levar ajuda às pessoas afetadas", afirmou ele.
Segundo as autoridades, mais chuvas fortes são esperadas em todo o Paquistão até o início de setembro.
"O atual sistema meteorológico está ativo na região do Paquistão e pode causar chuvas fortes a muito fortes nas próximas 24 horas", disse a autoridade de gerenciamento de desastres no domingo.
Chuvas torrenciais e inundações nessa temporada de monções já mataram 657 pessoas em todo o Paquistão desde o final de junho, segundo o órgão.
(Reportagem de Akhtar Soomro em Buner, Mushtaq Ali em Peshawar)