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Uma das "queridinhas” da pandemia, a Zoom Video Communications (NASDAQ:ZM) (BVMF:Z1OM34)está enfrentando dificuldades para reconquistar o interesse do mercado. A empresa sediada em San Jose, Califórnia, recuou mais de 6% na terça-feira pela manhã, após apresentar seu avanço mais lento nas vendas trimestrais.
As vendas cresceram 5%, para US$ 1,1 bilhão no período encerrado em 30 de setembro, em linha com as estimativas dos analistas. Para todo o ano, a empresa de software reduziu sua previsão de faturamento para US$ 4,38 bilhões, contra a projeção de US$ 4,4 bilhões feita em agosto.
Depois de se tornar uma das ferramentas mais usadas na internet durante a pandemia, a Zoom está enfrentando obstáculos para reter os clientes que voltaram às suas rotinas normais. No ambiente pós-pandemia, mais reuniões presenciais estão ocorrendo nas empresas, e as que estão ocorrendo online não necessariamente usam a plataforma da Zoom.
A projeção de vendas para todo o ano que a Zoom apresentou ontem informa que sua receita com consumidores online e pequenas empresas terá um declínio de cerca de 8%.
Fonte: InvestingPro
Diante da trajetória incerta da empresa para preservar seus assinantes, principalmente no momento em que enfrenta uma acirrada concorrência do Team, da Microsoft (NASDAQ:MSFT) (BVMF:MSFT34), os investidores não demonstram interesse em apostar na Zoom novamente, cujas ações estão entre as que registraram o pior desempenho na Nasdaq. O papel se desvalorizou cerca de 90% desde que tocou a máxima histórica de US$ 565 há cerca de dois anos.
Apesar desse pessimismo generalizado e do sentimento extremamente baixista em Wall Street, os últimos resultados apresentados pela companhia não são tão ruins assim. Alguns sinais mostram que a mudança da Zoom para clientes corporativos está ganhando força.
Depois de analisar os últimos dados, acredito que o pior para a ZM já passou.
A empresa espera registrar um saudável crescimento de 20% no segmento corporativo no atual ano fiscal. No período encerrado em 31 de outubro, a Zoom tinha 209.300 clientes corporativos, um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado, respondendo por uma parcela crescente das suas vendas totais.
Ao final do trimestre, a Zoom tinha 3.286 clientes que contribuíam com mais de US$ 100.000 em receita nos últimos 12 meses, um aumento de 31% frente ao mesmo trimestre do ano passado. As vendas na região das Américas cresceram 11%, enquanto na Europa, Oriente Médio e África houve uma queda de 9%, devido a flutuações cambiais.
Outro sinal positivo é que o ritmo de desaceleração no segmento de pequenas empresas está se estabilizando. A Zoom relatou que o churn mensal médio entre os clientes online foi de 3,1% no terceiro trimestre fiscal, uma queda em relação a 3,7% há um ano.
Apesar dos desafios pós-pandemia que a Zoom está enfrentando, não considero que a empresa não tenha um lugar garantido no ambiente de trabalho híbrido. A empresa prosperou durante a pandemia, graças ao seu produto único, que é fácil de usar e possui funcionalidades muito atraentes.

Fonte: InvestingPro
A Zoom está tentando usar essa mesma mentalidade inovadora para capturar market share no mercado corporativo. A companhia anunciou, no início deste mês, que adicionará recursos de e-mail e calendário ao seu conjunto de ferramentas para centralizar mais trabalho na plataforma da Zoom. As novas ferramentas de e-mail e calendário da empresa podem ser associadas a fornecedores populares, como o Gmail da Alphabet (NASDAQ:GOOGL) e o Outlook da Microsoft.
As chamadas de vídeo em grupo, cobradas como espaços de coworking digital, também serão incorporadas à plataforma em 2023, com conjunto com ferramentas mais avançadas de inteligência artificial, inclusive analytics de chamadas e chatbots de atendimento a clientes.
Em uma nota recente, o JPMorgan (NYSE:JPM) expressou um otimismo similar com as ações da Zoom no longo prazo. A nota disse o seguinte:
“Nossa avaliação é positiva para a tecnologia subjacente da Zoom, bem como para sua inovação contínua e posição de mercado. Estamos impressionados com o perfil financeiro de geração de caixa da empresa, embora acreditemos que seus efeitos estejam sendo compensados, no curto prazo, por obstáculos no crescimento e nas margens, à medida que a Zoom muda sua atuação para otimizar seu mix corporativo e explora novas oportunidades de receita”.
Conclusão
Pode ser que a Zoom não reconquiste toda a glória que alcançou durante a pandemia. No entanto, a empresa está reconstruindo seus negócios, com intenso foco em clientes corporativos, ao adicionar novos recursos e serviços. Essa mudança pode levar tempo para gerar resultado, descartar completamente a empresa pode ser um grande erro.
Aviso: No momento da escrita, o autor não tinha posições nos ativos mencionados.
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