Ação da B3 pouco falada sobiu +35,7% no mês; alta foi captada por ferramenta de IA
Não poderia deixar de abordar:
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Este país vai se tornando cansativo nos seus inúmeros casos de desvios e “armações” (corrupção, ativa e passiva, lavagem de dinheiro, crime organizado, etc). Não há evento que ocorra, que não tenha o mundo político de Brasília, ou o crime organizado, não interessa quem, envolvidos como “pano de fundo”.
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Agora, no episódio do Banco Master, desde sempre encarado como algo estranho e temerário, o tal CEO Daniel Vorcaro resolveu montar o seu “teatro de operações”, com operações heterodoxas e conchavos variados com altos nomes da República. Seu objetivo: evitar a desconfiança do mercado. E foram todos formar um conselho de notáveis, sabedores muito bem dos riscos embutidos e “de quem partiu o tal convite”.
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No cerne das ilegalidades, o banco Master criava carteiras de crédito fictícias, a oferecerem a outros bancos. Também comprava créditos podres e ativos de empresas em recuperação judicial, como se fossem ativos legítimos. Em paralelo, oferecia CDBs ao mercado com taxas totalmente irreais, acima de 140% ao ano do CDI, pressionando o “caixa” e criando uma necessidade constante de rolagem.
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A lógica era a seguinte: os mais de R$ 81 bilhões, envolvidos nestas operações de CDB, dentro dos limites do FGC (R$ 250 mil), eram direcionado para estes ativos opacos, ilíquidos e de difícil mensuração, como precatórios e direitos creditórios negociados sem a devida transparência.
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Num primeiro momento, diante dos problemas de liquidez do banco, tivemos a intervenção do BRB na compra de 58% de participação. O BCB, diligentemente, vetou por considerar a operação “insegura”. Depois, já nos estertores, veio a holding Fictor, com recursos de árabes, tentando corrigir o rumo. Também não deu certo. Era tarde demais. No dia seguinte, o BCB anunciou a liquidação extra-judicial no Banco, até por saber de muitas falactruas.
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O motivo desta intervenção do BCB foi simples: o modelo colocava a
