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Amanhecemos com novo recorde histórico do MSCI All-Country World, referência para o consolidado das Bolsas globais. A intensidade do otimismo também é relevante. Futuros dos índices de ações dos EUA sobem mais de 2%. A confirmação da eleição de Joe Biden por margem razoável de votos, com uma composição de Câmara de maioria democrata e, provavelmente, Senado e Suprema Corte com maioria republicana, cria uma ambiência percebida como positiva para os ativos de risco.
As chances de contestação séria das eleições parecem baixas, afastando um temor antigo do mercado. Em breve, devemos ter aprovado um pacote fiscal superior a US$ 1 trilhão nos EUA — a Goldman Sachs, por exemplo, acaba de soltar relatório prevendo um programa fiscal superior a essa cifra ainda em dezembro. Em paralelo, o equilíbrio de forças no Congresso americano, sem a configuração de uma “blue wave”, sugere dificuldades para muitos aumentos de impostos ou para um avanço notável da regulação sobre as big techs. Não haveria combinação melhor.
Ao otimismo com a eleição nos EUA, se somou anúncio da Pfizer e da BioNTech, de que já há 90% de efetividade na vacina contra o coronavírus. A expectativa da comunidade científica, em geral, era de uma efetividade de pelo menos 75%.
Comemoramos o ambiente favorável para ativos de risco e o bom comportamento das nossas carteiras na semana passada, claro. Há algo talvez ainda mais interessante, porém: a julgar pelo histórico, o que vemos até aqui pode não ser apenas aquilo que tradicionalmente se chama de um “rali de alívio”, quando há altas de curto prazo derivadas da superação de alguma preocupação anterior. Se o passado pode servir de guia, podemos estar diante de uma grande tendência positiva à frente.
Benoit Mandelbrot foi preciso em identificar o que chamamos de clusters de volatilidade. Ou seja, há correlação entre a volatilidade de hoje e a de amanhã, na média. Em linguagem mais simples, dias turbulentos costumam trazer mais dias turbulentos pela frente. Ao mesmo tempo, temos também clusters de dias positivos. Dos cinco primeiros dias de novembro, quatro trouxeram uma alta superior a 1% do S&P 500. Nos últimos 50 anos, esse tipo de sequência foi um bom indicador de novas altas. Os retornos subsequentes de seis meses montaram a 10,65% na média (foram 11 períodos de alta, contra uma única queda). Já a valorização dos próximos 12 meses foi de 14,66%. A última vez em que tivemos uma sequência similar foi em março de 2020.
Segundo dados da Nautilus Investment Research, no dia 6 de novembro, tínhamos 85% das ações do S&P 500 negociando acima de sua média móvel de 10 dias. Uma semana antes, esse número não passava de 5%. Uma reversão de natureza tão extrema costuma significar um aumento da volatilidade de curtíssimo prazo, com uma perda média de 0,85 ponto percentual na semana subsequente à reversão (12 quedas contra 9 altas), acompanhada de um bom desempenho nos meses seguintes — retornos médios de três meses de 5,41% (16 altas contra apenas 5 quedas).
Outro indicador de força é o aumento da correlação entre os setores. De acordo com a Nautilus, a correlação de três meses entre setores atingiu o pico de 98% em abril e, desde então, vinha caindo, para bater 66% em outubro. Nos últimos dias, isso subiu para 70%. Tipicamente, quando esse indicador passa de 70% depois de seis meses, temos uma perspectiva de força do mercado como um todo. Em situações assim, o retorno médio de seis meses do S&P foi de 7,84% (19 altas frente a apenas 3 baixas). O desempenho médio dos 12 meses posteriores marcou 13,73% (21 altas contra uma única queda).
O argumento mais forte acontece com os mercados emergentes. A principal referência para mercados emergentes fechou três desvios-padrão acima de sua média móvel de um mês. Extremos dessa forma tendem a preceder grandes valorizações, com os mercados emergentes tradicionalmente superando o S&P nos meses subsequentes.
O estranho ano de 2020 talvez acabe muito melhor do que todos poderiam supor a priori.
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