Ação da B3 pouco falada sobiu +35,7% no mês; alta foi captada por ferramenta de IA
Em dia de opções sobre ações na sexta (21), os interesses dos vendidos chegaram a derrubar o Ibovespa em mais de 1% no pior momento. Ao fim do dia, no entanto, o índice amenizou para fechar em queda de 0,39%, aos 154.770,10 pontos, com volume financeiro de R$ 23,9 bilhões. No mercado cambial, a apreciação do iene também pode ter estimulado o desmonte de operações de carry trade por aqui, o que botou pressão na moeda doméstica, fechando a R$ 5,4015, em alta de 1,18%.
Os índices futuros dos EUA operam em boa alta nesta segunda-feira (24). Em semana de Thanksgiving, observa-se um forte rali de recuperação. As bolsas operam em boa alta, com o VIX recuando 11,32%, para 23,43, sinalizando alívio após duas semanas de mal humor. Investidores voltam a comprar ações após o sell-off anterior, devido ao aumento das apostas por um corte na taxa de juros pelo Fed em dezembro.
Semana será mais curta nos EUA com o Thanksgiving fechado o mercado na quinta-feira (27), e com liquidez reduzida na sexta. Na agenda de indicadores, antes, o PIB/3Tri, PCE de outubro e Livro Bege. Acontecem também as negociações de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. No Brasil, a agenda é cheia, com a divulgação dos dados fiscais, do setor externo e de crédito. As transações correntes e o investimento estrangeiro direto saem amanhã (terça-feira); na quarta-feira, é a vez da nota de crédito bancário; e na quinta, resultados fiscais e dívida pública – todos referentes a outubro. No debate, não descartamos o Copom ter a ajuda de um cenário externo menos adverso para antecipar sua ação para janeiro, sobretudo com a ajuda do câmbio, apesar da sazonalidade do período, com as remessas do fim de ano. Ao fim, estejamos atentos ao IPCA-15 (quarta-feira) e o IGP-M (quinta), além dos dados do mercado de trabalho, grande preocupação do BCB, com a taxa de desemprego do IBGE e as vagas do Caged de outubro, ambas na sexta-feira.
