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O Fed Não Cria Mais Dólares

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O Fed Não Cria Mais Dólares
Por Sebastião Buck Tocalino   |  04.07.2021 17:27
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Ao reler minha análise anterior, finalizada às pressas e publicada aqui, percebi que minha última frase soa arrogante. Se fosse só uma anotação pessoal, para eu mesmo consultar mais tarde, não teria importância. Porém, outras pessoas podem ficar com uma impressão errada. Não tenho a pretensão de me achar mais esperto que o pessoal do banco central americano, nem tenho certeza absoluta do que o futuro nos reserva.

O Federal Reserve tenta evitar que a economia caia noutra recessão. Para atingir seu objetivo, acredito que dirá o que for mais conveniente. Se tiver que dissimular seu discurso, assim o fará! Reconhecer humildemente suas limitações, temores e desafios futuros só iria piorar a situação. Desestimularia o empreendedorismo dos capitalistas e o consumo da população. Esperar total transparência de um pronunciamento do Federal Reserve me parece ingenuidade.

Cabe a nós, investidores, fazermos uma observação crítica e procurarmos enxergar as coisas da forma mais objetiva possível. O que não é fácil! Nem o Fed, nem eu, nem ninguém pode ter certeza absoluta do futuro. Estamos todos tateando no escuro. Uns mais, outros menos. Mas, ter grandes certezas sobre algo que não aconteceu ainda é tolice. Aliás, até o passado é subjetivo, influenciado por narrativas pessoais e vieses ideológicos dos historiadores.

Como investidores, precisamos analisar diferentes informações e estrapolações, para só depois formarmos nossa opinião. Mesmo depois, temos que continuar analisando e, sempre que necessário, mudar de ideia e estratégia. Também não somos obrigados a seguir um consenso. Se não nos sentirmos razoavelmente confortáveis com o nível de incógnitas, podemos simplesmente ficar fora do mercado.

Como já disse, escrevo porque me ajuda a pensar. Fica mais fácil discernir o que têm melhores argumentos, daquilo que tem menor consistência. Quem não for capaz de se expressar com palavras vai raciocinar de forma original e elaborada como? Com abreviações e emoticons é que não dá! Um bosque é formado por árvores, assim como nossos pensamentos são construídos por palavras. E, se as palavras têm significados peculiares, então a própria escolha destas merece maior atenção.

Mea culpa: várias vezes, usei as expressões inadequadas "criação de dinheiro" e "impressão de dólares". Elas induzem a equívocos implícitos. Explico: se a oferta e a demanda permanecerem constantes na economia, um aumento na quantidade de dinheiro em circulação provocará inflação. Em 2011, publiquei minha análise (Alavancagem e Desalavancagem) contrária à inflação nos EUA. Apesar das diferentes edições de QE pelo Fed, mantive minha aposta na valorização do dólar, até o ano passado. Só depois da pandemia de COVID levar o Tesouro americano a distribuir cheques para a população, é que me deixei levar pela narrativa de inflação e desvalorização do dólar. Mas minha aposta numa inflação americana persistente e generalizada durou pouco!

Nos comentários do último artigo, um leitor extremamente educado me perguntou como faço minhas análises. Sou eclético e imune a rótulos ou preconceitos. Uso tudo que faz sentido para mim. Macroeconomia, demografia, análise técnica (gráfica), indicadores financeiros das empresas, e razões entre ativos brasileiros dolarizados e índices ou ETFs americanos. O que menos me importa são notícias na mídia tradicional. Mesmo analistas profissionais não me interessam muito. A justificativa de serem isentos, por não estarem investidos naquilo que analisam, não me seduz. Para saber o que outras pessoas relatam e pensam, prefiro ouvir grandes investidores estrangeiros. Aqueles com o próprio couro no mercado internacional. E é imprescindível manter a mente aberta para opiniões divergentes. Não adianta ouvir só gente diferente falando a mesma coisa. O consenso definha nosso pensamento crítico. Gosto de sondar o fogo cruzado das observações e interpretações diferentes. Quase todos contribuem com algum ponto de vista que merece ser considerado. Como dizem os franceses, "Vive la différence!" Ela estimula e agrega informações.

A demografia foi muito subestimada pelo mercado. Diria que ainda há poucos investidores atentos a ela. Comecei a escrever sobre isto em 2011. O meu Índice Tocalino mostra a importância dela nas minhas análises.

Gráfico: Índice Tocalino-M2 vs Bolsa dos EUA
Gráfico: Índice Tocalino-M2 vs Bolsa dos EUA

Para vermos as oscilações mais detalhadamente no eixo vertical, podemos dividir o índice de ações pelo agregado monetário M2, em vez de multiplicar meu indicador por este estoque de dólares.

Gráfico: índice Tocalino vs Bolsa dos EUA M2
Gráfico: índice Tocalino vs Bolsa dos EUA M2

A fórmula básica do Índice Tocalino inclui demografia, núcleo da inflação e taxa de desemprego. Só a partir do ano passado, incluí o agregado monetário M2, para melhor compará-lo ao índice de ações. Afinal, gente sem dinheiro não move o mercado. Atualmente, o Índice Tocalino sugere um nível 34% mais baixo para o mercado de ações americano. Mas é só uma curiosa sugestão, baseada no potencial de consumidores e dinheiro disponível para investimentos. Não é o destino escrito nas estrelas, nem bola de cristal ou profecia. Apenas instiga maior cautela e menor entusiasmo na hora de investir.

A economia americana, mais que qualquer outra, baseia-se na sociedade de consumo. E consumidores são pessoas. Portanto, subestimar a demografia na economia é uma insensatez absurda!

O perfil demográfico também é muito relevante para a questão da inflação, desinflação ou deflação.

Inflação é algo muito comentado no momento. Muita gente acredita que, ultrapassada a pandemia, a economia americana voltará firme e forte. A inflação seria consequência da retomada dos negócios e da circulação dos QEs acumulados. Pessoas importantes estão falando de inflação. Duas delas são Warren Buffett e Jamie Dimon, o presidente do megabanco americano JPMorgan (NYSE:JPM) (SA:JPMC34). Eu os ouço com atenção e muito respeito, mas tiro minhas próprias conclusões.

Inflação preocupante não é aquela temporária e localizada em alguns produtos ou setores. Problemático seria um longo e persistente aumento generalizado de preços.

No primeiro trimestre de 2021, o setor de serviços contribuiu com US$ 13,167 trilhões para o produto interno bruto dos EUA. Quase seis vezes mais que a indústria manufatureira, com apenas US$ 2,269 trilhões.

Evolução da participação de serviços e manufaturas no PIB EUA
Evolução da participação de serviços e manufaturas no PIB EUA



A participação do setor manufatureiro é muito menor na economia americana. Além disto, a manufatura emprega mais automação que o setor de serviços. E máquinas não vão às compras. Se não houver inflação no setor de serviços, que emprega a maioria dos americanos, esta gente não será capaz de inflacionar o consumo. Não de forma generalizada e persistente.

No gráfico abaixo, a linha vermelha mostra a inflação no índice de preços de serviços. Parece-me que uma eventual inflação sistêmica, persistente e generalizada, teria que se manifestar aí. Mas não se manifesta! Desde 2008! Anda mais baixa que antes dos QEs todos começarem.

Inflação do Ínidce de Preços de Serviços x carteira de ativos Fed
Inflação do Ínidce de Preços de Serviços x carteira de ativos Fed

A linha verde representa a carteira de ativos do Fed. São títulos adquiridos de bancos comerciais (e antigos bancos de investimento) em troca de reservas bancárias emitidas pelo Fed. Evidentemente, se QE fosse dinheiro circulando na economia, a inflação generalizada e persistente já estaria bastante alta. Mas o Fed só cria reservas bancárias, procurando diminuir a vulnerabilidade dos bancos às crises econômicas.

Aprovada pelos poderes legislativo e executivo no final de 1913, esta é a terceira versão de banco central nos EUA (as duas anteriores foram calamitosas e dissolvidas pelo governo). O Federal Reserve foi proposto, dissimuladamente, pela iniciativa insistente dos próprios grandes banqueiros. O principal objetivo era se protegerem de imprevistos financeiros e evitarem potenciais contágios sistêmicos, até resultantes de condutas irresponsáveis de qualquer banco. Como uma cooperativa, o Fed assumiria o papel de 'financiador de última instância', acudindo os bancos numa emergência. Ao prover liquidez, evitaria uma perigosa reação em cadeia entre bancos alavancados. Também deveria zelar pela estabilidade da moeda. Importante, diante de uma agenda não assumida publicamente: a substituição paulatina da moeda lastreada em ouro, pela moeda fiduciária, sem qualquer valor intrínseco. Isto eliminaria a restrição do metal precioso para a expansão monetária, permitindo maior autonomia, poder de alavancagem financeira e lucratividade para os bancos. Obviamente, a inflação e a desvalorização da moeda estavam implícitas. Porém, num ritmo moderado, para não desestabilizar a economia.

Portanto, o banco central não cria dinheiro para a economia. Cria apenas mais reservas bancárias ao socorrer o sistema financeiro. São os bancos comerciais que têm a prerrogativa de usarem estas reservas para criarem o dinheiro que troca de mãos nas ruas e no dia-a-dia. Fazem isto através de financiamentos.

O problema é que, tanto pela demografia, como pelo já elevado nível de endividamento, a economia não inspira confiança. Sem confiança dos empreendedores e dos próprios banqueiros, os bancos não transformam suas reservas em moeda circulante (através de mais financiamentos). Preferem ter títulos públicos mais seguros. Justamente aqueles que o Fed tira do mercado, ao emitir reservas bancárias. A coisa ficou muito doida! QEs do Fed aumentam reservas bancárias a níveis inúteis, enquanto estas instituições buscam títulos do Tesouro americano. Se o governo diminuir seu ritmo crescente de endividamento público, faltarão títulos do Tesouro no mercado. E, quando a oferta destes títulos diminui, seus preços aumentam – logo os juros caem!

Como já expliquei noutros textos, juros são inversamente proporcionais aos preços dos papéis, pois são a diferença entre o preço pago pelo título e o valor dele no vencimento.

Juros vs valor do título
Juros vs valor do título

O próprio sistema financeiro está se submetendo a juros ainda menores que os deliberados pelo FOMC (Federal Open Market Committee - equivalente ao nosso COPOM, o Comitê de Política Monetária, do Banco Central do Brasil). Falei disso, no texto anterior, mas acredito que muitos não perceberam as implicações. Falha minha, pois era justamente o ponto mais importante do artigo.

A atuação do Federal Reserve no Reverse Repo Market (operações reversas compromissadas) é justamente no sentido de passar títulos do Fed às demais instituições, evitando que elas paguem mais pelos títulos. Além de desmoralizar o banco central, isto pressionaria os juros para baixo do piso básico proposto pelo FOMC. Os juros nominais poderiam ficar negativos, não pela vontade e autoridade do Fed, mas pela ansiedade do próprio mercado, diante das incertezas desta economia!

O banco central americano vem aumentando de forma impressionante suas operações reversas no Repo Market. Tenta saciar o crescente apetite das instituições pelos títulos do Tesouro. Se existe tal demanda pelas títulos públicos, então é porque há interesse nestes juros. Não estão tão baixos assim, podendo baixar mais ainda. Ou seja, os títulos se valorizariam à medida que os juros caíssem mais ainda! O mercado mostra-se receptivo a eles. Observe a rápida aceleração nas operações reversas do Fed no Repo Market, entregando mais e mais títulos públicos ao mercado. O nível já está à volta de um trilhão de dólares!

Gráfico: Treasuries Reverse Repo Market
Gráfico: Treasuries Reverse Repo Market

Oras! Por que razão o Fed se diria disposto a aumentar juros mais cedo? Se muita gente quisesse comprar seu carro, você veria necessidade de baixar o preço dele? Repito isto à exaustão, pois muita gente se confunde e não entende: juros e preços dos títulos são inversamente proporcionais!

A demanda por Treasuries sugere que seus preços não estão altos. Portanto, seus juros não estão tão baixos como a mídia e as pessoas ficam repetindo. Realmente estão baixos em relação ao passado. Mas o futuro é o que importa. O passado já é história, e águas passadas não movem moinhos! Não dá para dirigir um carro olhando para trás!

Se Jerome Powell diz estar disposto a aumentar juros diante de um temor inflacionário, é justamente isto que ele quer nos vender: um temor inflacionário - que faça as pessoas consumirem mais rapidamente, revigorando a economia! Coisa que o próprio Fed não consegue fazer. Aliás, Jay Powell deixará a presidência do Fed em janeiro de 2022. Esqueçam-se dele.

E Jamie Dimon, falando que "não tocaria em Treasuries de longo prazo nem com uma vara longa", deve ser melhor CEO de banco que analista da economia. Ou desconfia de alguma reprecificação do ouro para desvalorizar o dólar rapidamente... Ou, simplesmente, quer afastar sua concorrência na busca pelos títulos públicos.

Treasuries 20 anos: preço vs yield
Treasuries 20 anos: preço vs yield

O problema é que o Fed abre um buraco com uma mão e tenta tapá-lo com a outra. Lembro aquela piada do Woody Allen na conclusão do filme 'Noivo Neurótico, Noiva Nervosa' (Annie Hall, de 1977): o cara vai ao psiquiatra e diz "Doutor, meu irmão tá doidinho. Ele pensa que é uma galinha!" e o médico sugere "Por que não o interna?", "Porque eu preciso dos OVOS!"

Como já disse, é coisa de loucos! Cada vez mais, o banco central americano vai perdendo controle da situação. E a maior preocupação não é inflação. É desinflação (inflação mais baixa) ou, pior, deflação (inflação negativa - uma queda nos preços de bens e serviços). Se houver deflação, até juros nominais irrisórios ou negativos podem gerar lucros reais positivos. Lembre-se que juros reais são juros nominais menos a inflação. Se a inflação for negativa (deflação) ela será somada aos juros nominais, e não subtraída! A subtração de um número negativo equivale à adição do seu valor absoluto. Logo, os juros reais (efetivos, em termos de poder aquisitivo do dinheiro) aumentam com a deflação!

Se as instituições estão aceitando juros menores, é por enxergarem maiores problemas na economia. Isto implica na valorização da moeda (alta do dólar) e queda dos preços ao consumidor.

Há 13 anos estão tentando nos convencer de que a inflação virá, desencadeada pela "criação de dólares" do Fed. É como a mãe que fala do bicho-papão para conseguir a colaboração dos seus filhos. Ninguém viu bicho-papão na infância. Assim como ninguém viu inflação alta, generalizada e persistente nos EUA ou na Europa, nestes últimos 13 anos. A diferença é que depois de 13 anos, uma criança não se deixa mais enganar.

Certamente, preços de imóveis estão beirando o absurdo nos EUA e Europa, mas esqueça o aumento de preços localizados em determinados bens e setores. Bolhas sempre há! Mas eu acredito que não haverá inflação generalizada e persistente ainda por uns bons tempos! Pelo menos não nos EUA e na maior parte do hemisfério norte. A não ser que o Tesouro americano reprecifique o ouro lá encima, desvalorizando o dólar à força. Daí a inflação seria mais duradoura. Até lá, quem quiser ver inflação alta, generalizada e persistente, melhor visitar Venezuela, Argentina, Sudão e países africanos ou em guerra. É por lá que esse bicho-papão anda.

Copyright © Sebastião Buck Tocalino
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Artigo original aqui.
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Comentários (19)
Flavio Amoedo
Flavio Amoedo 07.07.2021 10:50
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De o nome que quiser, faça qualquer análise, gráficos, estudos, não importa. Quando o dinheiro novo é injetado artificialmente no mercado, sem a proporcional criação de riqueza, o valor do meio circulante é diluido causando inflação. Ou seja IMPRESSÃO DE DINHEIRO.
Felipe Moreira
Felipe Moreira 05.07.2021 13:37
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é um conceito tão básico mas tão difícil de explicar... quem cria dinheiro são os bancos, e vc detecta essa criação através do movimento de alta das taxas de juros DOS BANCOS cobrada ao mercado REAL. Outro que é capaz de criar dinheiro é a política, quando gera piora fiscal NUM CONTEXTO DE QUEDA DAS POUPANÇAS (pq no caso do Japão por exemplo nem mesmo a piora fiscal é capaz de trazer Inflação pq as pessoas pegam o dinheiro e guardam na poupança ou no título do tesouro e isso copiosamente). A armadilha Teconologico-demografica na qual caiu o mundo desenvolvido está permitindo os BCs a fazerem algo que jamais foi pensado: controlar a ponta longa da curva de juros, pois é tanta reserva de excesso estocada nos bancos centrais como o FED etc, que eles compram seus próprios pré-fixados longos, ou seja, não tem porque fugir do titulo, pq tem comprador em ultima instância e vc tem liquidez pra vender.. então a bolha dos Bonds não é algo sem explicação, não é algo para simplesmente se ignorar
Francisco Aguiar
Francisco Aguiar 05.07.2021 13:37
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Muito bem
Felipe Moreira
Felipe Moreira 05.07.2021 13:37
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aqui os bancos estão cobrando taxas de juros recordes ao mercado real, e s política só sabe fazer piora fiscal, num contexto de queda das poupanças... então se vc estiver procurando algum lugar em que se está criando dinheiro, esqueça o mito da impressora do FED (mito q tem 10 anos desde 2011 curiosamente os 10 anos que o dólar mais se valorizou)... só olhar para o próprio umbigo, só olhar para o Brasil e vc vai ver a criação de dinheiro. Lembrando: criação de dinheiro é diferente de criação de moeda... a criação de dinheiro se dá pela razão entre o giro da moeda e o volume de moeda... então de certa forma, se vc aumenta a base monetaria mas o giro não aumenta ou até cai, criar moeda significa destruir dinheiro...kkkk Vide Dr. Lacy Hunt on Money Multiplier... O erro dos colegiais e gestores vindos das msms faculdades é que no cálculo de Friedman ele considerou/estipulou que a velocidade da moeda seria constante.. porém Fisher, o pai da equação quantitativa da moeda antes de Friedman,
Felipe Moreira
Felipe Moreira 05.07.2021 13:37
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nunca assumiu que V era constante... ele dizia que V poderia variar conforme o nível de Household debt começasse e inibir/desincentivar novos empréstimos....A propósito, Friedman disse que Fisher foi o economista mais brilhante daquele tempo.... enfim, continue escutando CNBC
Daniel Dias
Daniel Dias 05.07.2021 11:01
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Pedro SM. Desnecessário foi o seu comentário. Inflação é um valor numérico, não é preciso morar em um país ou continente para medir a inflação... E o texto não fala pejorativamente de países A ou B, simplesmente cita países e regiões meramente por citar. Por favor releia o texto dentro do contexto económico, deixando a bandeira política de lado.
Francisco Aguiar
Francisco Aguiar 05.07.2021 11:01
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Corretíssimo
Francisco Aguiar
Francisco Aguiar 05.07.2021 9:22
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PEDRO SM, Cada um tem sua própria “narrativa.” Releia o texto. “Até lá, quem quiser ver inflação alta, generalizada e persistente, melhor visitar Venezuela, Argentina, Sudão e países africanos ou em guerra. É por lá que esse bicho-papão anda.”
Cl Zbn
Cl Zbn 05.07.2021 9:18
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Mais um excelente artigo. Vejo que seu indicador tem mostrado uma ótima sinalização em relação aos gráficos dos índices americanos, antecipando as cotações. A economia mundial virou um grande quebra cabeças onde me parece que algumas peças ainda não estão encaixando. Parabéns pelo artigo! 👏🤝
Francisco Aguiar
Francisco Aguiar 05.07.2021 9:03
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O autor é muito bom! Escreve muito bem porque tem uma visão e saber sistêmicos; conceitos acoplados e com pertinência; além da contextualização extremamente coesa, consistente e didática. Parabéns!
Guilherme Delacio
Guilherme Delacio 05.07.2021 9:03
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Faco das suas palavras as minhas, Francisco. O Sebastiao e um maravilhoso conhecedor de mercado e de Financas. Parabens!!!
Pedro SM
Pedro SM 05.07.2021 8:38
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Mais uma derrapada no final... Pra quê dizer "países africanos" como sinônimo de coisa ruim?? Você conhece, já morou em algum país africano? Desnecessário. PS: se quer falar de inflação acelerando, é Brasil mesmo, não "países africanos"
Francisco Aguiar
Francisco Aguiar 05.07.2021 8:38
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Cada um tem sua própria narrativa. Releia o texto. “Até lá, quem quiser ver inflação alta, generalizada e persistente, melhor visitar Venezuela, Argentina, Sudão e países africanos ou em guerra. É por lá que esse bicho-papão anda.”
Francisco Aguiar
Francisco Aguiar 05.07.2021 8:38
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Cl Zbn
Cl Zbn 05.07.2021 8:38
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Pedro, não é por aí não. O autor não quis dizer o que vc escreveu. Eu entendo que ele quis explicar sobre a inflação em alguma região ou país. Não existe a menor hipótese de comparar a inflação brasileira com o que vc escreveu.
Cl Zbn
Cl Zbn 05.07.2021 8:38
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Ninguém está discutindo ideologias ou qualquer coisa que não tenha relação com a economia. Talvez este site não seja o melhor local para você se iniciar, pois, obviamente, ainda está bastante crú no assunto. Consulte um ranking mundial e atual de inflação em diferentes países. Se fizer isto, verá que, dos 16 países com maior INFLAÇÃO, nove deles são no continente africano.
Alexandre Zabani
Alexandre Zabani 05.07.2021 8:38
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comentário inapropriado e infeliz , que mostram claramente que vc está no fórum errado ;volte quando for maior de idade , até lá faça cursos de interpretação de texto para iniciantes e de auto ajuda para complementar“
Bruno Lube
Bruno Lube 05.07.2021 8:03
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muito coerente a sua análise. porém, as centenas de bilhões de dólares emitidos desde o governo Trump já foram distribuídos aos americanos, tendo chegado como auxílio. Este dinheiro ainda não foi gasto, mesmo porque ninguém sabia o que iria acontecer e nem tinha onde gastar. mas esses bilhões de dólares começarão a ser gastos e isto não deve demorar. Estando estes bilhões já disponíveis nas mãos do consumidor e começando a girar com o fim da pandemia, não vai causar inflação em dólar?
Gilberto Kaestner
Gilberto Kaestner 05.07.2021 8:03
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Cícero RP
Cícero RP 05.07.2021 7:03
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Parabéns! E concluo que: ouro e dólar são os melhores hedges para momentos de grande instabilidade interna e externa como estamos vendo agora!👋
Fábio dos Anjos
Fábio dos Anjos 05.07.2021 0:44
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Otima leitura… esclarecedor
Eder Goncalves
Eder Goncalves 04.07.2021 22:32
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O negócio do momento é a negação, não tem crise, não tem risco, não tem volatilidade, não tem inflação, não tem...
Pedro Arai
Pedro Arai 04.07.2021 22:21
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O cara escreve bastante e escreve bonito. KKKK
roberto beniste
roberto beniste 04.07.2021 22:21
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O bom é que quando se acaba de ler, o grade já passou e não treidar é também operar, é não perder e quem não perde ganha o que iria perder. Assinado Dilma Trader !
João Paulo
João Paulo 04.07.2021 22:21
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Excelente! Melhor texto que li no Investing. Apresentou de forma clara e concisa a articulação entre a expansão de base monetária via reservas bancárias e a emissão de títulos públicos. Como a expansão da base monetária via FED serve tão somente a fomentar os ativos financeiros e não a economia real.Me parece que o autor estudou um bocado de MMT, não?
Nathan Silva
Nathan Silva 04.07.2021 22:10
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Tem informações boas no texto. Mas todas essas informações para no final dizer apenas que não existirá inflação descontrolada e persistente?A inflação de produtos nos EUA está em 5% em 12 meses. A inflação de ativos, índices, imóveis e demais passa de 50% . Fácil ver para onde foi o dinheiro impresso. É um plano de concentração de renda oficial. Triste, imoral e desprezível. Como terá inflação se o dinheiro impresso ficou quase todo na mão dos mais ricos e continua ficando?
Joel Tomieiro
Joel Tomieiro 04.07.2021 22:04
Salvo. Ver Itens salvos.
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Longo , nso objetivo pessimo
Lucas Mendes
Lucas Mendes 04.07.2021 20:39
Salvo. Ver Itens salvos.
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Texto muito bom, achei engraçado que em determinado momento me toquei que você provavelmente é seguidor do Taleb (se tudo o que você falou coincidiu com o que ele fala em Antifragil e A Lógica do Cisne Negro terá sido uma coincidência mais engraçada que a surpresa em acreditar que você é seguidor dele).
Márcio Henrique Gross Dginkel
Márcio Henrique Gross Dginkel 04.07.2021 20:38
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Esqueceu de adicionar Brasil a Sudão, Argentina e Venezuela? Ou foi intencional esquecer o Brasil com IGPM perto de 35%?
sergio machado
sergio machado 04.07.2021 20:20
Salvo. Ver Itens salvos.
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muito bom. particularmente no detalhe devvalorizar a opiniao de quem arrisca.
LC Carmo
LC Carmo 04.07.2021 17:58
Salvo. Ver Itens salvos.
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Texto massa, vou lembrar dele no futuro para efeito de validação.
 
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