Ação da B3 pouco falada sobiu +35,7% no mês; alta foi captada por ferramenta de IA
Nesta terça-feira (25), o Ibovespa fechou em alta de 0,41%, aos 155.814 pontos, refletindo o clima mais positivo nas bolsas globais e maior apetite por risco dos investidores. Já o dólar recuou cerca de 0,35%, encerrando o dia em torno de R$ 5,37–5,38, alinhado à fraqueza da moeda americana no exterior. A curva de juros futuros cedeu levemente na parte média e longa, com o mercado mantendo a leitura de que há espaço para novos cortes de Selic à frente.
Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta quarta-feira (26), véspera do feriado de Thanksgiving, impulsionados por dados fracos sobre o consumo nos EUA e a ascensão de um nome favorável a cortes nas taxas de juros como possível presidente do Fed, o que levou os mercados a precificar uma redução quase certa do Fed Funds.
Nos EUA, o PCE e o PIB do terceiro trimestre acabaram adiados para o dia 23 de dezembro, acendendo um sinal para mais um corte de juro pelo Fed. Pesquisas indicam 85% de chances disso acontecer. Na agenda de lá, dia de Livro Bege e pedidos de auxilio-desemprego. No Brasil, dia de IPCA-15, o que deve reforçar também a tese pelo corte de juro no Copom a partir da reunião de janeiro. Isso anima as bolsas, em bom ciclo de alta.
Só continua complicado o front fiscal, ainda mais depois da aprovação do projeto de aposentadoria especial para os agentes de saúde no Senado, com impacto bilionário de R$ 40 bi em 10 anos. Este projeto garante aposentadoria integral e paridade nos reajustes com os funcionários da ativa, além de conceder o benefício aos 52 anos. Agora segue para a Câmara, com a Previdência calculando R$ 24,72 bilhões no mesmo período e a Confederação Nacional de Municípios, R$ 103 bilhões às prefeituras. Alcolumbre nega que este projeto seja uma “pauta-bomba”, citando o Vale-Gás e o Pé-de-Meia como exemplos de propostas do Executivo. A prova de que o clima está feio no Congresso foi dada por novas iniciativas de Alcolumbre, que se apressou em marcar a sabatina de Jorge Messias para o dia 10 de dezembro, na CCJ e no plenário do Senado.
