Ação da B3 pouco falada sobiu +35,7% no mês; alta foi captada por ferramenta de IA
Com o fim da paralisação do governo, uma série de indicadores voltou a ser divulgada, oferecendo uma visão mais completa do desempenho da economia americana. O crescimento do PIB segue robusto, mesmo com sinais moderados no mercado de trabalho. O consumo das famílias permanece aquecido, a inflação estabilizou ligeiramente abaixo de 3% e o déficit fiscal continua elevado. As receitas tributárias federais confirmam a expansão da atividade. Ainda assim, após reduzir a taxa básica de juros em 150 pontos-base desde setembro de 2024, o Federal Reserve deve realizar novo corte na reunião do FOMC em 10 de dezembro. Nesse cenário, o S&P 500 volta a mirar os 7.000 pontos até o fim do ano, impulsionado por um tradicional “rali de Natal”.
1. PIB real
O Escritório de Análises Econômicas (BEA) revisou o crescimento do PIB real do segundo trimestre de 3,0% para 3,8% em ritmo anualizado. Já o modelo GDPNow do Fed de Atlanta aponta avanço de 3,9% no terceiro trimestre. Os números indicam aceleração da produtividade e sustentação do crescimento econômico.
2. Vendas no varejo
Em setembro, as vendas no varejo subiram 0,2% em relação a agosto, após alta de 0,6% no mês anterior. Mesmo com esse ritmo mais moderado, o consumo real das famílias segue forte, com expansão projetada em 3,2% no trimestre, segundo o modelo GDPNow.
3. Atividade empresarial
As pesquisas regionais conduzidas pelos distritos do Federal Reserve indicam que a indústria manufatureira manteve desempenho fraco em novembro. De forma agregada, os resultados sugerem que o ISM M-PMI permaneceu em torno ou abaixo de 50 pontos.
O índice M-PMI da S&P Global recuou para 51,9, ainda acima da linha de expansão, enquanto o S&P Global NM-PMI avançou para 55,0, apontando força no setor de serviços.
4. Mercado de trabalho
Os pedidos iniciais de seguro-desemprego caíram para 216 mil na semana encerrada em 21 de novembro, sinalizando ritmo reduzido de demissões. Entretanto, os pedidos contínuos indicam aumento na duração do desemprego, refletindo maior dificuldade em encontrar vagas. Essa tendência ajudou a elevar a taxa de desemprego de 4,3% em agosto para 4,4% em setembro, acompanhada de crescimento na busca por trabalho.
O relatório Challenger mostrou aumento nas demissões anunciadas em outubro, embora esse dado costume ser mais volátil e menos representativo que os pedidos semanais de auxílio-desemprego.
A confiança do consumidor se manteve estável, com 54,5% dos entrevistados relatando disponibilidade de empregos. Já a proporção de quem considera as vagas “difíceis de conseguir” permaneceu baixa, em 17,9%, mostrando um mercado ainda ajustado.
5. Inflação
Os índices de preços pagos e recebidos nas pesquisas regionais do Fed indicam que as pressões inflacionárias geradas pelas tarifas comerciais no início do ano estão cedendo.
O IPP de setembro avançou 0,2% no mês, sustentado por serviços com reajustes moderados que compensaram o aumento de preços de bens. A estimativa do Cleveland Fed Inflation Nowcasting projeta alta anual de 2,79% para o índice cheio e 2,85% para o núcleo do PCE deflator, mantendo a inflação perto da meta do Fed.
6. Déficit fiscal
O déficit orçamentário dos EUA acumulou US$ 1,8 trilhão até outubro, enquanto o Tesouro arrecadou cerca de US$ 2 trilhões no mesmo período.
As despesas federais estabilizaram em torno de US$ 7 trilhões, com gasto recorde de US$ 3,6 trilhões em programas sociais nos últimos 12 meses. As despesas líquidas com juros alcançaram US$ 980 bilhões, superando os US$ 910 bilhões destinados à defesa.
As receitas tributárias federais atingiram novo recorde de US$ 5,3 trilhões nos 12 meses até outubro. As arrecadações de imposto de renda de pessoa física continuam crescendo, enquanto os tributos sobre a folha se estabilizaram, refletindo a desaceleração do emprego. As tarifas alfandegárias atingiram US$ 230 bilhões no período, enquanto os impostos corporativos registraram leve queda.
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