Haddad diz que Tarcísio é contra taxar super-ricos e cobra posicionamentos do governador de SP

Publicado 27.08.2025, 12:50
Atualizado 27.08.2025, 12:56
© Reuters.

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que a elite brasileira tem problemas com agendas progressistas e acrescentou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, colocado como possível candidato da direita à presidência em 2026, é contra a taxação de super-ricos.

Em entrevista ao portal UOL, na qual não se furtou a tratar de temas políticos e eleitorais, Haddad cobrou posicionamentos públicos de Tarcísio e outros eventuais candidatos da oposição sobre temas como a reforma do Imposto de Renda.

“Seria interessante saber o que pensam os presidenciáveis, não apenas o Tarcísio, todos os que estão se colocando, eles vão ajudar a votar a favor? Vão trabalhar contra? Isso diz muito para a sociedade brasileira, 80% da população é a favor do projeto”, disse.

Haddad ainda afirmou não acreditar que Tarcísio faria uma campanha eleitoral com “baixaria”, embora tenha previsto que o entorno do governador possa usar fake news contra o governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Na entrevista, o ministro reafirmou que, neste momento, não tem intenção de ser candidato a cargos eletivos nas eleições de 2026.

Ele acrescentou ser natural que Lula cobre de seus ministros de partidos aliados que defendam as pautas tocadas pelo governo.

Na pauta econômica, Haddad disse que há um entendimento entre governo e lideranças partidárias para que o projeto que isenta o Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil seja aprovado com a compensação proposta pelo governo, que cria uma taxação mínima para pessoas de alta renda. Ele disse acreditar que o compromisso será honrado.

“Não há hipótese de abrirmos mão da compensação”, afirmou.

Para o ministro, o governo também conseguirá aprovar ainda neste ano o projeto de lei para cortar em 10% benefícios tributários não previstos na Constituição.

Haddad ainda afirmou que o governo segue disposto a negociar tarifas com os Estados Unidos e atua de forma reativa aos anúncios do presidente Donald Trump, destacando ser impossível prever se os norte-americanos ampliarão sanções ao Brasil caso o ex-presidente Jair Bolsonaro seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento em setembro.

Ele ressaltou que o governo atua pelas vias administrativas para enfrentar as tarifas, como na Organização Mundial do Comércio (OMC), mas vai contestar os argumentos de Trump no judiciário norte-americano se considerar necessário.

Na avaliação de Haddad, o dólar deve continuar a ser a reserva de valor global por muitos anos, a não ser que os EUA “continuem errando” na política econômica.

Para ele, o governo norte-americano também não pode impedir que países façam comércio em moeda local.

(Por Bernardo Caram)

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