Últimas Notícias
0
Versão sem anúncios. Atualize sua experiência no Investing.com. Economize até 40% Mais detalhes

Dólar cai 1,61% com apetite a risco e fecha semana em baixa de 0,35%

Moedas14.05.2022 05:00
Salvo. Ver Itens salvos.
Este artigo já foi salvo nos seus Itens salvos
 
© Reuters Dólar cai 1,61% com apetite a risco e fecha semana em baixa de 0,35%

A recuperação de ativos de risco mundo afora, atribuída à percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) não vai acelerar o passo do ajuste monetário, abriu espaço para uma queda firme do dólar no mercado doméstico de câmbio nesta sexta-feira, 13. Operadores relataram fluxo de recursos estrangeiros para a Bolsa brasileira, em dia marcado por valorização das commodities agrícolas e metálicas, e para renda fixa local, dado o diferencial de juros interno e externo.

Afora uma alta pontual na primeira hora de negócios, quando cravou R$ 5,15 na máxima, o dólar operou em queda por todo pregão. Em uma sequência de mínimas ao longo da tarde, chegou a romper o piso de R$ 5,05 e desceu até R$ 5,0475 (-1,81%).

No fim do dia, o dólar era cotado a R$ 5,0575, em baixa de 1,61% - o que levou a moeda a encerrar esta semana em leve queda (-0,35%), após ter subido 2,86% na semana passada. Com isso, os ganhos do dólar em maio agora são de 2,32%. Em 2022, a divisa acumula perdas de 9,30%.

Retomando dinâmica vista no primeiro trimestre, o real, que vinha apanhando mais que seus pares nos surtos de aversão ao risco, nesta sexta liderou os ganhos entre as divisas emergentes e de países exportadores de commodities. Profissionais do mercado afirmam que, após a forte reprecificação do real em abril, a divisa começa a encontrar dificuldades para se manter acima de R$ 5,10, dado o alto custo de manter posições compradas em dólar em razão da taxa de juros doméstica elevada.

O índice DXY - que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de divisas fortes - trabalhou em queda, na casa dos 104,500 pontos. O tombo poderia ter sido até maior não fosse a derrocada do iene, após o Banco do Japão sinalizar que vai manter a política monetária expansiva para tentar trazer a inflação para cerca de 2% no curto prazo.

Na quinta, o presidente do Banco Central americano, Jerome Powell, reiterou que o plano de voo da instituição é promover altas de 50 pontos-base na taxa básica dos EUA nas próximas duas reuniões, embora tenha ressaltado que pode "fazer mais ou menos" dependendo do desempenho da economia.

Nesta sexta, o presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que o BC americano vai fazer tudo que for necessário para controlar a inflação, mas que tem esperança de que o aperto monetário não precise ser tão agressivo. A presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, que na terça-feira causou bulício no mercado ao dizer que uma elevação da taxa americana em 75 pontos base não estava descartada, defendeu nesta sexta altas de 50 pontos-base na reunião do Fed em junho e julho. A decisão de acelerar ou diminuir o passo ficaria para setembro.

"Não nos parece essencialmente relevante essa discussão 50 pontos base versus 0,75 pontos base, mas o mercado tem essa tendência de se apegar a pontos focais", afirmam, em relatório, economistas do Banco Original, ressaltando que o índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA em abril, acima das expectativas, "conversa com mais juros" e que a velocidade do aperto passa pelo ajuste fino do Fed. "Olhando para nossa moeda e demais exportadores de commodities, podemos credenciar à desvalorização do yuan (moeda chinesa) boa parte da desvalorização do real e de seus pares nas últimas semanas. Notícias positivas por lá deveriam repercutir positivamente por aqui", afirmam os economistas do Original.

Para o gestor e sócio da Galapagos Capital, Sergio Zanini, o debate em torno de uma alta dos Fed Funds em 75 pontos base "deve voltar à mesa", dada a necessidade de desinflacionar a economia americana. "Vai ser uma pedra no sapato do mercado e impedir uma melhora mais substancial dos ativos", diz Zanini, que pinta um quadro de desaceleração da atividade global em ambiente de inflação ainda em níveis elevados nos próximos meses.

Além da perda de fôlego da economia americana, Zanini mostra preocupação com a China, em razão da política de tolerância zero com a covid-19, e com a Europa. Países da região, como a Itália, apresentam fragilidade fiscal e devem sofrer com a provável alta de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) neste ano. "Os apertos monetários nos países desenvolvidos retiram liquidez global em um ambiente de desaceleração da economia, o que é muito negativo para ativos de risco", diz Zanini. "O ambiente é de dólar forte no mundo. O euro pode vir abaixo da paridade com o dólar nos próximos 12 meses."

Apesar do cenário global conturbado e da provável volta da questão fiscal doméstica ao radar dos mercados com a proximidade das eleições, Zanini acredita que o real não deve enfrentar uma rodada forte de depreciação. A moeda local conta com dois trunfos: perspectiva de manutenção de preços de commodities ainda em nível elevados, em razão de gargalos específicos de oferta, e taxa real de juros robusta, quando se compara a taxa Selic com a inflação projetada doze meses à frente.

"O risco maior para o real vai ser o segundo semestre, até a eleição e no pós-eleição, porque não se sabe qual vai ser o regime fiscal. Mas o Brasil deve se beneficiar da questão estrutural das commodities e do juro alto. O dólar deve ficar nesse patamar de R$ 5", diz Zanini, que também aponta o fato da China ter depreciado o yuan como motivo principal para a derrocada do real em abril e na primeira semana de maio.

Dólar cai 1,61% com apetite a risco e fecha semana em baixa de 0,35%
 

Artigos Relacionados

Moedas Globais: DXY tem pior semana desde fevereiro
Moedas Globais: DXY tem pior semana desde fevereiro Por Estadão Conteúdo - 20.05.2022

O índice DXY do dólar fechou em alta na sessão desta sexta-feira, marcada pela aversão ao risco nos mercados dos EUA. O índice recuperou parte da queda superior a 1% de ontem, mas...

Adicionar comentário

Diretrizes para Comentários

Nós o incentivamos a usar os comentários para se engajar com os usuários, compartilhar a sua perspectiva e fazer perguntas a autores e entre si. No entanto, a fim de manter o alto nível do discurso que todos nós valorizamos e esperamos, por favor, mantenha os seguintes critérios em mente:

  • Enriqueça a conversa
  • Mantenha-se focado e na linha. Só poste material relevante ao tema a ser discutido.
  • Seja respeitoso. Mesmo opiniões negativas podem ser enquadradas de forma positiva e diplomática.
  • Use estilo de escrita padrão. Incluir pontuação e letras maiúsculas e minúsculas.
  • NOTA: Spam e/ou mensagens promocionais ou links dentro de um comentário serão removidos.
  • Evite palavrões, calúnias, ataques pessoais ou discriminatórios dirigidos a um autor ou outro usuário.
  • Somente serão permitidos comentários em Português.

Os autores de spam ou abuso serão excluídos do site e proibidos de comentar no futuro, a critério do Investing.com

Escreva o que você pensa aqui
 
Tem certeza que deseja excluir este gráfico?
 
Postar
Postar também no :
 
Substituir o gráfico anexado por um novo gráfico?
1000
A sua permissão para inserir comentários está atualmente suspensa devido a denúncias feitas por usuários. O seu status será analisado por nossos moderadores.
Aguarde um minuto antes de tentar comentar novamente.
Obrigado pelo seu comentário. Por favor, note que todos os comentários estão automaticamente pendentes, em nosso sistema, até que aprovados por nossos moderadores. Por este motivo, pode demorar algum tempo antes que o mesmo apareça em nosso site.
Comentários (4)
Joana Ju
Joana Ju 14.05.2022 20:38
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Dólar só cai pra 1 Real de FHC voltar a ser ministro ou presidente ou seja nem Jesus volta de dor e de Cruz de novo .
Athanase Patsea
Athanase Patsea 14.05.2022 9:44
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
A mídia econômica é sempre sensacionalista do jeito que escreve, e acaba influindo nos índices. Não escrevem imparcialmente os acontecimentos, isso sempre foi mal....é demérito para vocês.
Silver Junior
Silver Junior 14.05.2022 9:03
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
não adianta remar contra a AMERICA lá está a maior comunidade judaica do mundo fora de Israel portanto o QI deles e maior do que português do Brasil 100 x 87 por aí se vê a grande diferença entre dólar e real com a balança comercial a favor deles mesmo com $ valendo mais isso e fantástico 1 mundo !
Orlando Prado
Orlando Prado 14.05.2022 8:30
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
A economia brasileira melhora a olhos vistos . O saldo nas exportações são positivos. Temos mais empregos formais de quando da saída da Dilma com um saldo na ocasião de 15 milhões de desempregados e uma depressão de 4,5%. Hj está abaixo de 12 apesar dos Lock Down s finalmente reconhecidos como ineficientes pela OMS. A Suécia que não embarcou teve a menor taxa de mortalidade entre os países europeus. Portanto está flutuação do câmbio hj chamada de volatilidade não passa de especulação pura
Juliana Katz Lang
Juliana Katz Lang 14.05.2022 8:30
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Que burro!
 
Tem certeza que deseja excluir este gráfico?
 
Postar
 
Substituir o gráfico anexado por um novo gráfico?
1000
A sua permissão para inserir comentários está atualmente suspensa devido a denúncias feitas por usuários. O seu status será analisado por nossos moderadores.
Aguarde um minuto antes de tentar comentar novamente.
Anexar um gráfico a um comentário
Confirmar bloqueio

Tem certeza de que deseja bloquear %USER_NAME%?

Ao confirmar o bloqueio, você e %USER_NAME% não poderão ver o que cada um de vocês posta no Investing.com.

%USER_NAME% foi adicionado com êxito à sua Lista de bloqueios

Já que acabou de desbloquear esta pessoa, você deve aguardar 48 horas antes de bloqueá-la novamente.

Denunciar este comentário

Diga-nos o que achou deste comentário

Comentário denunciado

Obrigado!

Seu comentário foi enviado aos moderadores para revisão
Cadastre-se com Google
ou
Cadastre-se com o e-mail