Maioria das tarifas de Trump não é legal, decide tribunal de recursos dos EUA
Por Rodrigo Gutierrez
SANTIAGO (Reuters) - O Chile lançou um novo esforço para salvar o sapo de Darwin, um anfíbio minúsculo com pele semelhante a uma folha, cujos machos carregam os girinos em bolsas na boca.
A iniciativa do comitê de mudança climática e sustentabilidade do governo chileno busca proteger habitats e áreas de reprodução, inclusive trabalhando com proprietários de terras particulares.
O objetivo é descobrir novas populações, se possível, do sapo de Darwin e aumentar substancialmente a área habitada pelas populações atuais.
A rã, originalmente considerada uma única espécie, na verdade é composta por duas: a Rhinoderma darwinii (sapo de Darwin do sul), ameaçada de extinção, e a Rhinoderma rufum (sapo de Darwin do norte), classificada como "criticamente ameaçada" e que já praticamente desapareceu.
O sapo, que mede 3 cm, foi descoberto nas ilhas Chiloé, no sul do Chile, por Charles Darwin durante sua viagem ao redor do mundo em 1834.
Os incêndios florestais, a mudança climática, as espécies invasoras e a urbanização prejudicaram as florestas úmidas do sul do Chile e da Argentina, onde o sapo de Darwin normalmente vive.
Charif Tala, chefe do Departamento de Conservação de Espécies do Ministério do Meio Ambiente do Chile, disse que a fragmentação das florestas do país fez com que o número de populações no Chile e na Argentina caísse para 62. O monitoramento das populações de sapos só começou nos últimos anos, segundo o ministério, após um declínio dramático.
Andres Valenzuela, diretor de uma organização chilena sem fins lucrativos chamada ONG Ranita de Darwin, disse que esperava que a iniciativa trouxesse mais conscientização sobre a situação da rã para as pessoas em todo o Chile.
"Temos muita esperança de que isso nos permitirá melhorar a conservação... e que o povo de nosso país começará a apreciar essas espécies únicas e importantes que temos em nossas florestas nativas", disse Valenzuela.