EUA impedem Abbas, líder palestino, de comparecer à Assembleia da ONU, conforme aliados prometem criação de um Estado

Publicado 29.08.2025, 12:16
Atualizado 29.08.2025, 20:28
© Reuters.

Por Kanika Sikka e Ali Sawafta

WASHINGTON/RAMALLAH, Cisjordânia (Reuters) - Os Estados Unidos disseram nesta sexta-feira que não permitirão que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, viaje para Nova York no próximo mês para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, onde vários aliados dos EUA deverão reconhecer a Palestina como um Estado.

Uma autoridade do Departamento de Estado disse que Abbas e cerca de 80 outros palestinos seriam afetados pela decisão de negar e revogar os vistos de membros da Organização para a Libertação da Palestina e da Autoridade Palestina, sediada na Cisjordânia.

Abbas estava planejando viajar para Nova York para a Assembleia Geral na sede da ONU em Manhattan. Também estava programado que ele participasse de uma cúpula no local -- organizada pela França e pela Arábia Saudita -- onde Reino Unido, França, Austrália e Canadá se comprometeram a reconhecer formalmente um Estado palestino.

O gabinete de Abbas disse que ficou surpreso com a decisão sobre o visto e argumentou que ela violava o "acordo de sede" da ONU.

Sob um acordo da ONU de 1947, os EUA são em geral obrigados a permitir o acesso de diplomatas estrangeiros à ONU em Nova York. Mas Washington afirmou que pode negar vistos por motivos de segurança, terrorismo e política externa.

O Departamento de Estado justificou sua decisão nesta sexta-feira reiterando as alegações norte-americanas e israelenses de longa data de que a AP e a OLP não haviam repudiado o extremismo enquanto pressionavam pelo "reconhecimento unilateral" de um Estado palestino.

"É do nosso interesse de segurança nacional responsabilizar a OLP e a AP por não cumprirem seus compromissos e por minarem as perspectivas de paz", disse o Departamento de Estado.

Representantes da Autoridade Palestina, que tem autonomia limitada em partes da Cisjordânia ocupada por Israel, rejeitam a alegação de que eles tenham minado as perspectivas de paz.

O Departamento de Estado disse que a missão da Autoridade Palestina na ONU, composta por funcionários que estão permanentemente baseados lá, não seria incluída nas restrições.

(Reportagem de Kanishka Singh em Washington, Ryan Patrick Jones em Toronto, Michelle Nichols nas Nações Unidas e Ali Sawafta em Ramallah)

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