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Por Sarah Marsh e Markus Wacket
BERLIM (Reuters) - O gabinete da Alemanha aprovou um projeto de lei na quarta-feira que introduziria um serviço militar voluntário, no momento em que o país está buscando reforçar as defesas nacionais devido a preocupações de segurança com a Rússia.
O texto também abriu a porta para a reintrodução do alistamento obrigatório.
O Ministério da Defesa espera que o esquema voluntário de seis meses ajude a dobrar o número de reservistas treinados em relação ao nível atual de cerca de 100.000 e que alguns dos voluntários sigam carreira no serviço ativo.
O projeto de lei provavelmente enfrentará dificuldades no Parlamento, em um teste do compromisso da Alemanha em reforçar a defesa nacional em tempos de crescentes ameaças à segurança após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
A Alemanha encerrou seu programa anterior de serviço militar obrigatório em 2011 e, desde então, tem tido dificuldade para atingir as metas de tropas.
O ministro Boris Pistorius quer aumentar o número de soldados em serviço de 180.000 para 260.000 até o início da década de 2030 para cumprir as novas metas de força da Otan e fortalecer as defesas da Alemanha -- parte de um aumento planejado nos gastos militares.
"A Bundeswehr precisa crescer", disse Pistorius em uma coletiva de imprensa na quarta-feira. "A situação da segurança internacional, sobretudo a postura agressiva da Rússia, torna isso necessário."
"Não precisamos apenas de uma força bem equipada -- já estamos no caminho certo", continuou ele. "Mas também precisamos de uma Bundeswehr que seja forte em termos de pessoal. Só então a dissuasão como um todo será realmente confiável em relação à Rússia."
O projeto de lei prevê determinadas metas anuais de recrutamento para o novo esquema voluntário: aumentar de 20.000 em 2026 para 38.000 em 2030.
Se esses números não forem alcançados, o governo poderá optar por restabelecer o recrutamento, sujeito à aprovação parlamentar, de acordo com a última versão do projeto de lei.
(Reportagem de Markus Wacket e Sarah Marsh; Reportagem adicional de Sabine Siebold e Andreas Rinke)