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Cenário macroeconômico: Afinando os discursos

Por Luciano CostaResumo do Mercado15.09.2022 17:25
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Cenário macroeconômico: Afinando os discursos
Por Luciano Costa   |  15.09.2022 17:25
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O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, confirmou a expectativa de um discurso hawkish durante o congresso anual em Jackson Hole e, ao enfatizar a necessidade de uma postura dura, levou a uma elevação das taxas de juros

Os pontos principais do discurso foram a sinalização que ao atingir o patamar restritivo, os juros serão mantidos por um período necessário para garantir a convergência da inflação e revelaram incomodo com o risco de afrouxamento prematuro da política monetária.  

Além disso, ressaltou que o processo de desinflação trará alguns impactos negativos para as famílias e as empresas, mas que o Fed estaria ciente desses custos. 

As mensagens indicaram que as taxas de juros futuras não deveriam precificar redução em um horizonte curto, e isso fez com que o mercado corrigisse as expectativas de cortes que estavam implícitas no segundo semestre de 2023. 

A curva mais longa subiu após as falas de Powell, indicando um ciclo mais longo e com juros estáveis por mais tempo. O ajuste do discurso foi correto e reforça o nosso cenário base das taxas sendo elevadas até pelo menos 4% ao ano e a manutenção nesse patamar até o final de 2023. 

Na Europa, dirigentes do Banco Central Europeu adotaram um tom mais hawkish, mesmo diante do risco de menor crescimento. A inflação elevada é um desafio e não combatê-la firmemente ameaça a credibilidade da autoridade monetária, além de elevar o risco de desancoragem das expectativas inflacionárias. 

Após essas sinalizações, o mercado passou a precificar 75 bps na reunião de setembro, devendo chegar a 2% ao ano até o fim do ciclo. 

No Brasil, a dinâmica favorável da inflação corrente e a mudança do horizonte relevante da política monetária para o primeiro trimestre de 2024 tornam mais provável a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano pelo Banco Central. 

A confirmação do fim do ciclo fará a discussão migrar para o momento no qual a entidade voltará a flexibilizar a Selic. Avaliamos que a reversão do aperto acontecerá entre o final do segundo trimestre e início do terceiro trimestre de 2023, quando os efeitos defasados da política monetária atual atingirão efeito pleno. 

Entendemos que há enorme espaço para cortes rumo a uma taxa de 9% ao ano no final de 2023.

No mercado internacional, os ajustes do discurso e a confirmação de tom hawkish pelo presidente do Fed em Jackson Hole resultaram na correção da curva de juros americana, em especial, com a retirada dos cortes de juros implícitos no segundo semestre de 2023. 

As treasuries de dois e dez anos subiram fortemente e abriram 61 bps e 54 bps, respectivamente, e atingiram os patamares de 3,50% e 3,20% ao ano no fim de agosto. 

Nas bolsas globais, o discurso mais duro do FED e a elevação da estrutura a termo das taxas de juros americanas impactaram negativamente o mercado de ações. 

O S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram 4,2%, 4,1% e 4,6% em agosto, respectivamente. A expectativa de crescimento global menor e a continuidade de lockdowns na China fizeram o preço do petróleo (WTI) recuar 7,4% e atingir US$89,6 por barril. 

O minério de ferro e o cobre caíram 12,4% e 1,5% respectivamente, refletindo também o risco de menor atividade no mundo. As preocupações com a economia mundial e o aumento das taxas das treasuries fizeram o DXY (índice do dólar frente às moedas de países desenvolvidos) subir 2,6% em agosto e acumular alta de 12,6% no ano.

No Brasil, o Ibovespa foi beneficiado pela volta do fluxo estrangeiro e a percepção de que o ciclo de juros doméstico deverá ser concluído, atingindo 109,5 mil pontos, com alta de 6,2% no período.

Apesar da grande volatilidade no mês, o real se fortaleceu com a entrada de fluxo estrangeiro e teve apreciação de 0,2% acumulando valorização de 7,2% no ano. 

Mesmo com a alta da curva de juros americana, a inflação corrente favorável e a expectativa de fim do ciclo de juros pelo BC impactaram os contratos futuros de juros de vencimento em 2024 e 2027, que recuaram 36 e 85 bps, encerrando em 12,99% e 11,76% ao ano, respectivamente. 

O IMA-B5, que representa o benchmark para os títulos indexados à inflação de prazo até 2027, registrou estabilidade, enquanto o IMA-B5+, referencial dos títulos acima de 2027, teve ganho de 2,5% em agosto. 

Olhando para frente, o discurso do FED reforçou a expectativa de aumento dos FED Funds para 4% ao ano, compatível com as treasuries de dez anos na faixa entre 3,20% e 3,50% ao ano, o que reforça posições tomadas em treasuries de dois e dez anos. 

No mercado doméstico, o fim do ciclo de alta de juros implicará na precificação dos cortes em 2023, o que beneficia, em especial, o vértice de janeiro de 2024. 

Na renda fixa doméstica, o encerramento do aperto monetário e a dinâmica favorável da inflação colocam um prêmio na parte curta da curva, o que justifica posição aplicada nos contratos futuros com vencimentos de 2023 e janeiro de 2024. 

A continuidade do fechamento da curva longa de juros durante agosto torna uma posição neutra no contrato futuro de 2027 a alternativa mais coerente. 

No caso dos títulos indexados à inflação, a diminuição do efeito do carregamento negativo desses ativos devido à deflação do IPCA no último mês e cupons em torno de 6% favorecem carteiras com exposição a esses vértices. 

Nos fundos imobiliários, apesar da grande participação dos “fundos de papel” no IFIX, que estão expostos ao impacto da deflação do IPCA de agosto, o fechamento da curva de juros esperada deve beneficiar esta classe, em especial, “fundos de tijolo”.

O fortalecimento do dólar frente às moedas das principais economias avançou, por isso, mantemos posição neutra frente ao euro e iene. No caso do real, as incertezas fiscais, a aproximação da eleição e o fim do ciclo de aperto de juros pelo Banco Central deverão limitar a apreciação do real, por isso certa neutralidade parece fazer sentido. 

Na renda variável, o risco de menor crescimento global limita a valorização das empresas ligadas às commodities. Companhias ligadas aos setores defensivos do Ibovespa seguem preferidas e o fim do ciclo de alta de juros beneficiará negócios expostos ao ciclo doméstico, como construtoras e consumo não discricionário. 

Com relação às bolsas globais, o processo de alta dos juros promovido pelo Fed manterá as treasuries de dez anos acima de 3% ao ano, o que implica posição neutra em S&P dados os níveis de preços atuais. 

O MSCI de emergentes deve se beneficiar de medidas de estímulo do governo chinês cuja economia segue letárgica devido à política de Covid zero. 

Nas commodities energéticas, a redução da oferta do gás russo, a maior demanda de diesel esperada ao longo do segundo semestre e as medidas de estímulos da China justificam, em tese, posições em petróleo e metálicas. 

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Comentários (1)
Ricardo Bueno
Ricardo Bueno 15.09.2022 21:41
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Lendo o texto vejo uma torcida enorme pra que a economia tenha um soft landing. Nao vai
 
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