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Commodities nesta Semana: Petróleo de Olho na Ucrânia; Ouro Mira Inflação

Por Investing.com (Barani Krishnan/Investing.com)Commodities09.05.2022 09:44
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Commodities nesta Semana: Petróleo de Olho na Ucrânia; Ouro Mira Inflação
Por Investing.com (Barani Krishnan/Investing.com)   |  09.05.2022 09:44
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Temores de uma recessão mundial por causa da inflação elevada e do resultante aperto monetário dos bancos centrais podem determinar se os preços do petróleo se afastarão das máximas nesta semana, permitindo que o ouro ganhe força como ativo de proteção contra crises econômicas.

Ouro diário
Ouro diário

A leitura mensal o índice de preços ao consumidor nos EUA, nesta quarta-feira, mostrará se a inflação na maior economia do mundo atingiu o pico, depois de meses crescendo em seu ritmo mais acelerado em quatro décadas. Em caso positivo, o Federal Reserve pode decidir não implementar elevações muito acentuadas de juros nos próximos meses.

Do contrário, os mercados temem que o próximo recurso do Fed seja uma alta de 75 pontos-base (pb), após o aumento de 50 pb da semana passada, que já é o mais alto em mais de 20 anos.

O Fed insiste que os juros não irão jogar a economia dos EUA em uma recessão, mas os mercados não estão comprando essa ideia neste momento.

Embora o petróleo tenha subido nas últimas duas semanas no mercado futuro, fazendo com que os preços nas bombas de combustíveis dos EUA registrassem novas máximas recordes neste fim de semana, o temor de um Fed desarticulado e do que isso poderia representar para a economia pode gerar outra liquidação no petróleo nesta semana, segundo analistas.

Petróleo diário
Petróleo diário

O petróleo recuava no início das negociações desta segunda-feira, por causa do receio de uma recessão global, antes de voltar a subir com os investidores acompanhando as declarações da União Europeia sobre um embargo ao petróleo da Rússia, o que pode restringir a oferta mundial.

Rumores de que o presidente russo Vladimir Putin poderia elevar o nível do conflito na Ucrânia ao status de “guerra” durante as celebrações do Dia da Vitória em Moscou hoje – removendo a etiqueta de “operação militar especial” utilizada até agora – também mantiveram o suporte geral dos preços do petróleo.

Os dados econômicos da China ajudaram na recuperação, apesar dos temores recentes dos bloqueios sanitários da Covid no país, responsáveis por pressionar os preços do petróleo.

As exportações da China caíram de 14,7% para 3,9% ano a ano em abril, contra a previsão de crescimento de 3,2%. Mas as importações permaneceram estáveis contra uma expectativa de declínio de 3% e do crescimento negativo anterior de 0,1% ano a ano. Com isso, a balança comercial ficou em US$ 51,12 bilhões, ante previsão de US$ 50,65 bilhões e do número anterior de US$ 47,38 bilhões.

O barril de Brent, negociado em Londres e que serve de referência mundial para o petróleo, subia 39 centavos, ou 0,4%, a US$ 112,78 nesta madrugada, tocando a mínima da sessão a US$ 110,64.

Brent diário
Brent diário

O Brent se valorizou 6% nas últimas duas semanas, depois que a Opep+ concordou, em sua reunião de maio, manter a elevação padrão da oferta em 432.000 barris por dia, mais uma vez ficando abaixo no nível de demanda do mercado.

O barril de West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova York e que serve de referência nos EUA, subia 28 centavos, ou 0,3%, a US$ 110,05. Antes, já havia caído para US$ 110,64.

O WTI subiu um pouco mais de 8% nas duas últimas semanas.

Apesar do recente repique de preços, a ameaça de uma recessão ainda pode prejudicar o petróleo, de acordo com analistas.

“O Fed demonstra uma beligerância cada vez maior em termos de juros, o que pode azedar o sentimento do mercado, começando pelas ações e chegando ao petróleo”, afirmou John Kilduff, sócio-fundador do hedge fund de energia Again Capital, de Nova York.

Jeffrey Halley, diretor de pesquisa para Ásia-Pacífico da plataforma online de negociações OANDA, também afirmou que os preços podem enfrentar dificuldades em romper sua barreira mais recente sem significativos riscos de acirramento no conflito na Ucrânia.

“O petróleo Brent formou um topo triplo a US$ 114,75 por barril, o que pode ser uma formidável barreira no curto prazo. O suporte está em US$ 103,50 e mantenho minha previsão de que o petróleo oscilará na ampla faixa de preços de US$ 100 a US$ 120 por enquanto”, disse Halley.

“O WTI tem resistência em US$ 111,50 com suporte em US$ 100”, complementou.

“Mais uma vez, eu continuo confortável com uma previsão de faixa de preços de US$ 95 a US$ 115 no médio prazo”.

Após o quinto declínio semanal consecutivo nas ações e títulos globais, os contratos futuros do S&P 500 e Nasdaq 100 caíam mais de 1% durante as negociações na Ásia, com o Japão liderando as quedas na região, e a dívida soberana sob pressão.

Diversos discursos das autoridades do Fed nesta semana podem aumentar ainda mais a possibilidade de um aperto monetário do banco central americano.

O presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, já aderiu ao grupo dos mais rígidos com os juros, na sexta-feira, dizendo que “não descartava um apoio a uma elevação de 75 pontos-base”.

Entre as autoridades do banco central dos EUA que devem se pronunciar nesta semana estão o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic; o presidente do Fed de Nova York, John Williams; o governador do Fed, Christopher Waller; o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari; a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester; e a presidente do Fed de São Francisco, Mary {{ecl- 1802||Daily}}.

Outro fator que pode contribuir para a queda do petróleo é o incessante rali do dólar, que está perto das máximas de 20 anos e já está provocando alguma destruição de demanda em energia. O Índice Dólar, que compara a moeda americana a uma cesta de seis divisas, acumula alta de quase 11% no ano.

No caso do ouro, o contrato mais ativo para junho na Comex de Nova York fechou com uma alta de US$ 7,10, a US$ 1.882,80 por onça, no pregão de sexta-feira. Mesmo assim, o ouro para junho caiu 1,5% na semana, derrapando pela terceira semana seguida, fazendo o metal amarelo recuar quase 5% no período.

O ouro despencou com a disparada do dólar – seu arquirrival e maior beneficiário das altas de juros –, juntamente com o rendimento dos títulos do Tesouro americano, com destaque para a nota de 10 anos. O Índice Dólar atingiu o pico de 104,12, seu maior nível desde o pico de 107,38 em dezembro de 2002.

“Há algumas notas construtivas na recente ação dos preços do ouro”, segundo Halley da OANDA.

“O metal está se segurando muito bem contra a disparada do dólar e a curva de juros nos EUA".

Aviso de isenção: Barani Krishnan utiliza diversas visões além da sua para dar diversidade às suas análises de mercado. A bem da neutralidade, ele por vezes apresenta visões e variáveis de mercado contrárias. O analista não possui posições nos ativos e commodities sobre os quais escreve.

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