Do animal vivo aos cortes, os preços do frango devem continuar firmes em 2022, tendo como suporte a provável manutenção do ritmo aquecido das vendas da carne aos mercados doméstico e externo. Além disso, pesquisadores do Cepea ressaltam que os custos de produção, sobretudo os relacionados à alimentação (milho e farelo de soja), devem continuar altos em 2022, o que, por sua vez, tende a ser repassado aos valores de venda do animal vivo e, consequentemente, da proteína. No Brasil, o consumo da proteína de frango deve ser incrementado pela conjuntura macroeconômica. Diante do baixo crescimento econômico (o Banco Central estima avanço de apenas 0,36% no PIB em 2022) e do consequente menor poder aquisitivo da população, a demanda pela proteína deve ser favorecida, tendo em vista que a carne de frango é tradicionalmente mais barata que as principais substitutas (bovina e suína).
CITROS: INVESTIMENTOS NA SAFRA 2022/23 PODEM SER RESTRITOS
A rentabilidade da laranja na temporada 2021/22 foi restrita para muitos citricultores (mesmo com os preços mais altos que no ano anterior), resultado da baixa produtividade registrada em praticamente todo o cinturão citrícola. Neste cenário, pesquisadores do Cepea indicam que as expectativas para 2022 são de investimentos limitados na atividade, o que possivelmente resultará em diminuições na área plantada e até mesmo de renovação de pomares. Outro fator que pode restringir os novos plantios é a alta significativa nos custos de produção e de implantação. Por outro lado, citricultores mais capitalizados estão aumentando os investimentos em irrigação, visando reduzir os riscos climáticos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que o estado de São Paulo e o Triângulo Mineiro registrem área 1,4% menor na temporada 2022/23, totalizando apenas 374 mil hectares. Já a área em produção deve ser de 340 mil hectares, queda de 1,8% na mesma comparação. Se confirmada, a menor área em produção pode ser um limitante para uma colheita significativa nos próximos anos, dada a redução no potencial produtivo do cinturão citrícola.