Na ausência de um calendário econômico mais forte, as atenções se voltam hoje às melhoras de alguns indicadores, como a balança comercial e a inflação ao varejo da Zona do Euro, ambos indicadores apontando para uma melhora da atividade econômica e para o Livro Bege nos EUA.
Em meio a um contexto geopolítico tão volátil e incertezas tanto quanto às políticas econômicas do novo governo, quanto a solidez dos atuais indicadores, a opção do FED deve ser mesmo de aguardar uma consolidação do atual cenário, para então avançar no aperto monetário.
Localmente, as inflações dão espaço para a continuidade do corte de juros por parte do COPOM e até mesmo seu aprofundamento, conforme citado na ata da última reunião.
Todavia, as reformas têm papel fundamental na continuidade de tal ciclo e no seu aprofundamento.
CENÁRIO POLÍTICO
Sem muito alarde, o texto base do socorro aos estados foi aprovado na câmara e deve passar por análise de emendas para conclusão da votação. O ponto mais importante foi a suspensão temporária das dívidas em troca de um severo ajuste fiscal.
O texto passou em linha com as demandas da equipe econômica e apesar de pouco destaque, devido à discussão previdenciária, o evento é um sinal positivo à articulação do governo.
A já iniciada desidratação do texto da previdência mostra uma perda de economia de 20%, passa agora para votação na câmara e pode sofrer perdas adicionais no senado.
Para o governo, as mudanças garantem a aprovação, porém novas medidas, principalmente em relação às regras do mínimo em 2019.
CENÁRIO DE MERCADO
O dia aparenta uma correção das perdas observadas ontem, com o mercado reagindo ao pedido de novas eleições no Reino Unido, o qual deve ser promulgado hoje por Thereza May e balanços corporativos.
Os temores geopolíticos continuam a influenciar os mercados globais e mesmo assim, as bolsas na Europa e futuros em NY abrem no positivo, após um fechamento negativo na Ásia.
O dólar opera em alta expressiva contra a maioria das divisas e os Treasuries operam com forte alta no rendimento em todos os vencimentos observados.
Entre as commodities, a melhora do dólar retira parte da tendência de alta no ouro, já o minério de ferro coleciona o terceiro dia de queda, num ciclo de realização de lucros intenso, após as maiores altas históricas de preços recentes.
O petróleo opera em leve alta em todas as praças, mesmo com o aumento da extração americana do óleo de xisto e elevação dos estoques, pela a expectativa pela reunião da OPEP neste sábado.
CÂMBIO
Dólar à vista : R$ 3,1081 / 0,26 %
Euro / Dólar : US$ 1,07 / -0,009%
Dólar / Yen : ¥ 108,89 / 0,424%
Libra / Dólar : US$ 1,28 / 0,062%
Dólar Fut. (1 m) : 3118,35 / 0,26 %
JUROS FUTUROS (DI)
DI - Janeiro 18: 9,54 % aa (-0,12%)
DI - Janeiro 19: 9,35 % aa (-0,95%)
DI - Janeiro 21: 9,88 % aa (-0,40%)
DI - Janeiro 25: 10,27 % aa (-0,10%)
BOLSAS DE VALORES
FECHAMENTO
Ibovespa: -0,27% / 64.159 pontos
Dow Jones: -0,55% / 20.523 pontos
Nasdaq: -0,12% / 5.849 pontos
Nikkei: 0,07% / 18.432 pontos
Hang Seng: -0,41% / 23.826 pontos
ASX 200: -0,56% / 5.804 pontos
ABERTURA
DAX: 0,203% / 12024,79 pontos
CAC 40: 0,295% / 5004,96 pontos
FTSE: -0,183% / 7134,39 pontos
Ibov. Fut.: -0,19% / 65068,00 pontos
S&P Fut.: 0,261% / 2343,40 pontos
Nasdaq Fut.: 0,292% / 5405,00 pontos
COMMODITIES
Índice Bloomberg: 0,21% / 85,54 ptos
Petróleo WTI: 0,34% / $52,59
Petróleo Brent:0,47% / $55,15
Ouro: -0,54% / $1.282,78
Aço: -1,86% / $70,74
Soja: -0,49% / $18,14
Milho: 0,07% / $362,00
Café: 0,21% / $143,20
Açúcar: 0,36% / $16,76
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