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O mundo de ponta cabeça: o Brasil virou a última bolacha do pacote?

Por Rachel de SáResumo do Mercado24.09.2022 23:20
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O mundo de ponta cabeça: o Brasil virou a última bolacha do pacote?
Por Rachel de Sá   |  24.09.2022 23:20
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“The world turned upside down, the world turned upside down. Down, down, down”, acordei com esse trecho de música incessantemente na minha  cabeça no dia em que escrevo essa coluna. Para quem não reconheceu as palavras acima, o trecho se refere à música Yorktown do musical da Broadway Hamilton, escrito pelo americano Lin-Manuel Miranda e hoje também em cartaz em Londres. 

O musical conta a história de um dos líderes da guerra de independência americana, o famoso rosto da nota de US$ 10,00, e formulador da primeira versão daquilo que viria ser o Federal Reserve (Fed) – o Banco Central dos Estados Unidos.  

Apesar do paralelo óbvio com a instituição mais falada nas rodas financeiras atualmente (o FED), esse não será o link com o presente texto. E sim, a sensação de um mundo às avessas. 

Na peça, o trecho é entoado por um coro que simboliza a população dos EUA após a batalha histórica de Yorktown, em que o exército da então colônia conquistou a independência da monarquia Britânica. Uma vitória improvável contra uma grande potência. Um resultado que poucos diriam possível, e ainda menos esperavam. A sensação de que o mundo virava de ponta cabeça.

A inflação e a tentativa de mudar o fim de um filme previsível

E é aí que a letra voa para minha cabeça e de lá não sai, quanto mais eu leio e analiso o cenário econômico atual. 

Após mais de dois anos lutando contra uma pandemia sem precedentes, o mundo “volta ao normal”. Mas volta para enfrentar um dos principais desequilíbrios causados pelo vírus e pelas próprias respostas a ele: a inflação alta e a consequente elevação dos juros. 

Assim, vemos de um lado um cenário velho conhecido dos brasileiros se tornando o principal fantasma das economias desenvolvidas. Países como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido lutam contra um ritmo de alta de preços não visto há décadas, subindo os juros também em um ritmo não visto há décadas – ou mesmo sem precedente histórico (como na Zona do Euro). 

LEIA MAIS: Será que a inflação continuará em queda?

A alta de juros, no entanto, parece não ser o suficiente e caminhar mais devagar do que o necessário, alimentando o medo de uma crise mais grave adiante. Afinal, pior do que o freio que desacelera a economia imposto pelos juros altos, apenas o freio somado à inflação persistente. Em outras palavras: uma economia com juros altos, baixo crescimento, e inflação alta. 

Enquanto isso, o outro lado reflete um  Brasil que começou a subir os juros antes de grande parte do mundo, e começa a observar os primeiros sinais de perda de força dos preços internamente – que vão além da redução de impostos sobre combustíveis, comunicações e energia. 

Ao mesmo tempo, países como Reino Unido e na Zona do Euro caminham na arriscada direção do controle de preços. O objetivo é dar uma resposta ao forte choque de oferta que levou o preço da energia “ao infinito e além” - uma consequência da guerra entre Rússia e Ucrânia.  Uma resposta a uma situação emergencial, sem precedentes. Porém, uma resposta frágil, de curto prazo e perigosa. 

Já assistimos a esse filme. Ele é estrelado por políticas que tentam amenizar a alta de preços de maneira geral (no lugar de políticas focalizadas), mas acabam por estimular a demanda em um ambiente já pressionado de preços e mercado de trabalho aquecido. E o fim não é nada agradável: mais inflação, prejudicando justamente aqueles que se tentou ajudar de início – os mais pobres. 

Ou seja, vemos políticas com toda marca histórica de fracasso desse lado do mundo começando a ser implementadas do outro lado do mundo, prometendo um novo e melhor sucedido final. 

E nesse enredo, o Brasil passa a estrelar no papel de “bonzinho”, de destaque positivo e de relativa estabilidade. 

Brasil: a última bolacha do pacote?

É claro que não tenho a ingenuidade de achar que o Brasil se tornou a última bolacha do pacote em poucos meses, ou abandonamos a postura de aluno nota 6 – sempre na beira entre a nota vermelha e o verdadeiro sucesso. 

Pelo contrário, a economia brasileira segue marcada por diversos desafios, como o baixo crescimento potencial e a elevada desigualdade. Precisamos melhorar nossa produtividade do trabalhador, nossa educação, nossa infraestrutura, nosso ambiente de negócios. 

Além disso, continuamos com um arcabouço fiscal extremamente frágil, e esse o principal desafio para o próximo governo eleito. Não podemos esquecer que as constantes mudanças nas regras do gasto público nos jogam ano sim, ano não na precificação de investidores de um elevado risco fiscal. Risco esse que torna nossa moeda volátil, prejudica o controle da inflação, e leva a patamares de juros muito além de boa parte do mundo. 

Dito isso, o forte fluxo positivo de investimentos estrangeiros ao país nos últimos meses (tanto produtivos quanto financeiros, como na bolsa) reflete que o vento sopra a favor desse lado do hemisfério, enquanto o norte se prepara para um inverno frio e incerto. 

Que saibamos usar o bom momento com sabedoria! Afinal, não é todo dia que o mundo vira de cabeça para baixo. E o inverno chega para todos.  

O mundo de ponta cabeça: o Brasil virou a última bolacha do pacote?
 

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Comentários (21)
Carlos Siq
Carlos Siq 27.09.2022 11:58
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Sim claro teve uma outra "analista" q cogitava o dolar a 4,6 ha 3 meses e q o Brasil era o queridinho do mundo..kkkk..Eu sei q é dificil enxergar a favela e a fome do 20 andar mas um hora vc esbarra com ela por ai..
Adams Cavalcante
Adams Cavalcante 27.09.2022 8:16
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Parabés pelo artigo. Faz tempo que não leio verade e realidade. Precisamos enteder que agente soltou um mostro imparcial, a economia é um ecosistema que tem vida própria e que pra se equilibrar custa caro, causa dor e desespero. Coragem.
Jose Ribeiro
Jose Ribeiro 26.09.2022 15:38
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Só falta mercado descolar .
Vanessa Helou
Vanessa Helou 26.09.2022 11:56
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como é bom ver uma analise sem viés politico! parabens, muito bom artigo! voa Brasil! B22
Geraldo R Silva
LeoMoreira 26.09.2022 11:56
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Sem vies politico mas com B22... eh brincadeira? Quanta incoerência...
Alcides Rui Silva
Alcides Rui Silva 25.09.2022 14:35
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Receitas p o sucesso:Diminuição do tamanho do estado;Investimento em educação de base; desburocratização; privatizações; Investimento em infra estrutura; E o que o pt fez....olimpíadas, copa do mundo, mensalão, petrolao, porto em cuba, hidroelétrica na África, doou refinaria p Bolivia, etc, etc, etc.....
Dinei Pantoja
Dinei Pantoja 25.09.2022 14:35
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PT + 4, aceita. Vote 13 :)
Eden Silva Aparecido
Eden Silva Aparecido 25.09.2022 14:35
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E o que o atual está fazendo.......nada.... Verdade seja dito todos os nossos políticos são incompetentes e só pensam no próprio umbigo ou melhor no próprio bolso não tem ninguém aí com capacidade para administrar esse país , se tiver me fale..... Precisa ver uma reforma política urgente, acabar com essa quantidade de partido ou você é contra ou você é a favor,ou é sim ou é não, preto ou branco, para que essa quantidade de partido, fortalecer as instituições principalmente as que protegem a constituição do país. Para com essa mania de militar ficar se intrometendo onde não é chamado eles não são donos do paí,s aliás ninguém é.... Acabar com essa palhaçada de religiosidade eu não estou vendo Deus descer do céu para dar marmita para ninguém. Aprender a respeitar as pessoas quando estamos brigando para ver quem tem o Deus mais forte que o outro as pessoas estão passando fome. A única coisa que tradicionalismo serve é para matar pessoas nada mais. Chega disso.
Geraldo R Silva
LeoMoreira 25.09.2022 14:35
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Pergunta que não quer calar... o que o Bozo fez?
Amazonjur Ltda
Amazonjur Ltda 25.09.2022 12:49
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O que ainda nos salva são commodities…
Pedro Majeau
Pedro Majeau 25.09.2022 12:02
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Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
... esse Paulo Guedes é PHOOOODA!! Governo Federal, PA RA BÉNS!!
geroncio paes de luna filho
geroncio paes de luna filho 25.09.2022 10:49
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Excelente análise.
Val Wotkosky
WOTKOSKY 25.09.2022 10:32
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se o ladrão molusco não voltar sim, será o primeiro país a sair desse caos.
Maria Aparecida Da Silva
Maria Aparecida Da Silva 25.09.2022 10:31
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Brasil sofre de Inflamação desde séculos passado. Vivemos amargas ilusões que o próximo Presidente vai dar contornos elegantes na economia, tudo vai ter preços irrizorios, principalmente no alimento, vestuário, remédio e material escolar. Mas, em poucos dias ninguém aguenta a subida do preços altos. Porque o petróleo e os impostos tem porcentagem de acréscimos, que infelizmente as empresas não poderão se aguentar, e entram em colapso, não tendo dinheiro para pagar funcionários e manter o funcionamento normal da Empresa. Estados Unidos, Reino Unidos e Europa imediatamente procuram corrigir os preços altos. Dollar $1,0 para câmbio da moeda Real R$ 5,3, está inflacionando o mercado Internacional e Nacional do Brasil. E Economistas, Analistas, Técnicos e Supervisores da Economia pouco tem êxito nas medidas de controle de Inflamação.
Renan Guarezi
Renan Guarezi 25.09.2022 10:31
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