Sem a reforma da previdência, o fogo do governo agora é a “agenda prioritária”, a qual em tese substituiria os esforços no congresso e retomaria temas que a equipe econômica considera essenciais, muitos deles no sentido de desburocratização econômica.
Está na agenda:
1. Reforma do PIS/COFINS – Simplificação Tributária;
2. Autonomia do Banco Central;
3. Marco legal de licitações e contratos – Projeto de Lei (PL) 6814;
4. Nova lei de finanças públicas – PL 295;
5. Regulamentação do teto remuneratório – PL 6726;
6. Desestatização da Eletrobras (SA:ELET3) – PL 9463;
7. Reforço das Agências Reguladoras – PL 6621;
8. Depósitos voluntários no Banco Central – PL 9248;
9. Redução da Desoneração da folha – PL 8456;
10. Programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais – PL 9215;
11. Cadastro positivo – PLP 441;
12. Duplicata eletrônica – PL 9327;
13. Distrato – PLS 774
14. Atualização da Lei Geral de Telecomunicações;
15. Extinção do Fundo Soberano.
Com a atividade econômica em franca recuperação e a inflação dando novos sinais de desaceleração, a agenda prioritária obviamente contava com a previdência, todavia se os pontos em pauta avançarem, continuam a dar base para o atual cenário, ao menos até o pleito eleitoral.
CENÁRIO POLÍTICO
Em seus derradeiros momentos e buscando um HC junto ao STF, a candidatura do ex-presidente lula já dá sinais cada vez mais moribundos e desanimados.
Hoje vence o prazo para a equipe jurídica recorrer contra a condenação em segunda instância, mas os esforços parecem cada vez menos intensos.
Do outro lado, Dória e Alckmin novamente se unem, agora para evitar as prévias no “partido” PSDB e garantir das candidaturas de ambos para o governo do estado e federal, respectivamente. Ainda assim, há tempo suficiente para o partido gerar alguma cizânia e obviamente, se auto implodir, é questão de tempo.
E no congresso, o governo obteve invejável vitória na aprovação da intervenção ao Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que volta sua atenção aos louros do evento e à uma agenda mais palatável no congresso.
CENÁRIO DE MERCADO
A abertura na Europa é em queda, com os futuros NY em baixa, após o feriado nos EUA. Na Ásia, o fechamento foi de queda, devido ao dólar global mais forte.
O dólar opera em alta contra a maioria das divisas, enquanto os Treasuries operam em alta em todos os vencimentos observados.
Entre as commodities metálicas, o cenário é de realização, o qual não é acompanhado tão somente pelo minério de ferro.
O petróleo em forte queda Londres, ao contrário de NY onde o menor fluxo do petróleo canadense influencia o mercado americano.
O índice VIX de volatilidade abre em alta acima de 7,5%.
CÂMBIO
Dólar à vista : R$ 3,2335 / 0,07 %
Euro / Dólar : US$ 1,23 / -0,572%
Dólar / Yen : ¥ 107,15 / 0,525%
Libra / Dólar : US$ 1,40 / -0,100%
Dólar Fut. (1 m) : 3238,15 / 0,73 %
JUROS FUTUROS (DI)
DI - Janeiro 19: 6,59 % aa (-0,12%)
DI - Janeiro 20: 7,67 % aa (-0,52%)
DI - Janeiro 22: 9,19 % aa (0,33%)
DI - Janeiro 25: 9,92 % aa (0,30%)
BOLSAS DE VALORES
FECHAMENTO
Ibovespa: 0,32% / 84.793 pontos
Dow Jones: 0,08% / 25.219 pontos
Nasdaq: -0,23% / 7.239 pontos
Nikkei: -1,01% / 21.925 pontos
Hang Seng: -0,78% / 30.874 pontos
ASX 200: -0,01% / 5.941 pontos
ABERTURA
DAX: -0,008% / 12384,65 pontos
CAC 40: 0,147% / 5263,92 pontos
FTSE: -0,190% / 7233,92 pontos
Ibov. Fut.: -0,19% / 85614,00 pontos
S&P Fut.: -0,790% / 2713,40 pontos
Nasdaq Fut.: -0,755% / 6735,50 pontos
COMMODITIES
Índice Bloomberg: 0,05% / 88,24 ptos
Petróleo WTI: 0,28% / $61,85
Petróleo Brent:-1,19% / $64,89
Ouro: -0,67% / $1.337,38
Minério de Ferro: 0,17% / $76,89
Soja: -0,32% / $18,81
Milho: 0,34% / $368,75
Café: 0,51% / $118,60
Açúcar: 0,90% / $13,41