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6 Tendências Para Observar no Mercado Internacional em 2022

Publicado 31.12.2021, 18:20
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Por Geoffrey Smith

Investing.com -- 2021 foi um extenuante. Luto, doença e dificuldades econômicas devido aos lockdowns foram a experiência de gente demais. No entanto, os dados econômicos mostram uma recuperação vigorosa em relação ao primeiro ano da pandemia, com o comércio e o emprego crescendo rapidamente.

Estas tendências econômicas deverão continuar em 2022, embora a um ritmo mais moderado. Contudo, o progresso foi conquistado à custa de qual é, sem dúvida, a maior ameaça de inflação desde a década de 1970, e manobrar contra essa ameaça, evitando ao mesmo tempo um colapso nos mercados que ainda estão operando em múltiplos historicamente elevados, será uma tarefa árdua.

Aqui estão algumas das grandes tendências a se observar com a chegada de 2022.

Série: Perspectivas de Mercado do Investing.com para 2022

1. O Ciclo Global de Aperto Monetário

O próximo ano será dominado pelo aumento das taxas de juros. Na verdade, o aumento dos juros já chegou em grande estilo em 2021 em muitas partes do mundo, mas o Federal Reserve (Fed), guardião da moeda da reserva mundial, tornou o processo verdadeiramente global.

As primeiras taxas a subir serão as do longo prazo, à medida que o Fed encerra no curto espaço de três meses um programa de flexibilização quantitativa que ainda está funcionando a US$ 90 bilhões por mês. A expectativa é que ele aumente o intervalo de meta para os fundos do Fed em até 75 pontos base entre março e o final do ano.

Um maior ou menor aperto irá depender da trajetória da inflação nesse período. Os efeitos de base e – o que é mais importante – uma provável desaceleração na economia, à medida que o excesso de poupanças de 2020 finalmente é gasto, sugerem que a inflação deverá se enfraquecer ao longo do ano; o próprio Fed vê as despesas pessoais centrais dos consumidores aumentarem apenas 2,6% no próximo ano, após um aumento de 5,3% este ano. O outro fator importante será o tamanho da pressão sofrida pelo Fed vindo do Congresso, com a aproximação das eleições legislativas em novembro.

De qualquer forma, desde que o Fed se mantenha no “modo de aperto”, a pressão sobre outros bancos centrais – com as exceções da Suíça, do Japão e, possivelmente, da China – para continuarem o aperto persistirá.

LEIA MAIS: O que esperar dos mercados globais em 2022

2. Covid: Ano 3 e contando...

O rumo da pandemia será, sem dúvida, o maior fator de influência sobre o raciocínio do Fed e de vários outros bancos centrais. No momento dessa publicação, a variante ômicron está assolando a Europa, estando agora presente em 43 dos 50 estados dos EUA.

Não se sabe o suficiente sobre a ômicron para se fazer qualquer previsão confiável. Estudos preliminares sugerem que ela apresenta menor probabilidade de acarretar uma doença grave que a variante delta, que era a predominante até agora, mas também apontam que ela dribla as defesas imunológicas geradas pelo esquema vacinal de duas doses, possibilitando sua propagação mais rápida.

A virulência mais baixa não será suficiente para evitar novos lockdowns se o número de infeções continuar a dobrar a cada três dias, como acontece atualmente em algumas partes do mundo.

De forma encorajadora, parece claro que as doses de reforço das vacinas da Moderna (NASDAQ:MRNA) (SA:M1RN34)e da Pfizer/BioNTech conseguirão tempo para que novos medicamentos adaptados especificamente à ômicron sejam desenvolvidos. Do mesmo modo, o fornecimento de vacinas e, cada vez mais, de medicamentos antivirais continuam a se expandir, especialmente através do programa Covax da OMS.

Isso deverá reduzir a disparidade no acesso às vacinas que possibilitou ao vírus a liberdade para prosperar e sofrer mutações à vontade nos países mais pobres do mundo. As atuais previsões da COVAX projetam que 2,39 bilhões de doses terão sido disponibilizadas até março, além de opções para um total de mais de 6,5 bilhões de doses até 2023.

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3. A Trifecta da China: Ômicron, Evergrande e Taiwan

A ômicron pode parecer menos perigosa para a vida humana do que todas as cepas dominantes de Covid-19 anteriores, mas ainda representa uma séria ameaça para os mercados financeiros devido à capacidade de reação das duas maiores economias do planeta.

Nos EUA, a hesitação na vacinação significa que o risco de rápida transmissão é especialmente elevado. Isso poderia levar a ondas de altas absentismo, piorando a escassez de mão de obra existente. No entanto, o risco real do lado da oferta está na China, devido à sua tendência de implantar lockdowns duros e disseminados em resposta a qualquer sinal de Covid. Dada a baixa eficácia registrada pelas duas principais vacinas chinesas contra a ômicron, o risco é o novo fechamento de importantes centros de fabricação e logística chineses ao longo do ano, o que prolongaria os problemas de outros fabricantes e varejistas mais a oeste.

Este não é o único desafio que a China vai enfrentar no ano que vem. Em algum momento, as autoridades do país terão que decidir quem vai custear as perdas com as dívidas do Grupo China Evergrande (OTC:EGRNY) e outras incorporadoras enfraquecidas. Ela terá de fazer essa escolha sem desencadear pânico entre os investidores de varejo domésticos e, de preferência, sem recorrer a mais empréstimos para pagar seu bilhete de saída de uma desaceleração no crescimento.

Qualquer sinal de instabilidade financeira ou mesmo social pode encorajar Pequim a distrair a atenção com uma pequena aventura de política externa: depois de acabar com a autonomia de Hong Kong, o presidente Xi Jinping, no que equivale a um novo mandato do Partido Comunista para governar de forma vitalícia, não fez segredo sobre seu desejo de restaurar a soberania continental sobre Taiwan.

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4. Crise Energética na Europa

O risco geopolítico também é um elemento - mas apenas um elemento - de outra história que deve dominar as manchetes na Europa, especialmente no início de 2022. O ano velho está terminando com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçando uma invasão aberta da Ucrânia, sob o argumento espúrio de que a expansão da OTAN para o leste constitui uma ameaça existencial para o país.

A maioria dos analistas tende a considerar que as manobras militares na fronteira da Rússia com a Ucrânia, onde mais de 100 mil soldados estão atualmente estacionados, são, em última análise, uma tática de pressão para garantir a abertura do controverso gasoduto Nord Stream 2, que promete ser uma lucrativa fonte de renda para a Gazprom e sua proprietária, o Estado russo. No entanto, com Putin falar abertamente sobre uma ação "militar-técnica" num discurso aos seus chefes de defesa na terça-feira antes do Natal, isso já não pode ser considerado como fato consumado.

Assim como em 2008, quando os preços do petróleo se situavam ainda acima dos US$ 100 por barril, a capacidade da Europa de responder a uma invasão seria restringida pelo fato de os preços da energia e do gás já estarem muito acima das máximas recordes anteriores, devido à escassez de gás em armazenamento, as crescentes restrições à energia de carvão em função da política ambiental e a diminuição da disponibilidade de uma frota nuclear em envelhecimento que já foi desbaratada por zelotes ambientais como a Alemanha e outros países.

As consequências de se desejar que a Transição Energética coexista com a garantia de abastecimento tornam-se dolorosamente óbvias.

A explosão iminente das contas de luz das famílias já tem previsão de adicionar 1% à inflação do Reino Unido em abril, quando uma limitação regulatória dos preços será suspensa, e está forçando a Itália e a Espanha a prolongarem os subsídios antes incorporados nas contas de luz como medida de emergência. Indústrias com uso intensivo de gás, como fabricantes de fertilizantes, já foram forçadas a fechar fábricas, e o risco é que outras terão que fazer o mesmo enquanto as empresas de serviços públicos recorrem ao racionamento até o final do inverno.

5. A Opep e os EUA conseguem acompanhar a demanda por petróleo?

A propagação da ômicron também suspendeu todas as apostas sobre quando a demanda global por petróleo irá superar seu pico pré-pandemia, embora pareça que isso irá ocorrer mais cedo do que se pensava, gerando questionamentos sobre a política tanto da Opep como dos EUA.

De acordo com dados do American Petroleum Institute, só a demanda dos EUA estava a 0,4% do seu pico em novembro, antes que a última onda de infecções freasse primeiro as viagens aéreas e, provavelmente, também as viagens rodoviárias. Quando a demanda finalmente se recuperar, não está claro que a oferta será capaz de acompanhar o ritmo: a incerteza econômica e o crescente ativismo ambiental por parte de acionistas e governos levaram à queda dos investimentos em nova produção. As descobertas em 2021 terão caído para o seu nível mais baixo desde 1946, de acordo com a análise da Rystad Energy.

"Aqueles que acreditam que a inflação de preços mais recente é temporária podem entender errado o tempo necessário para os investimentos em petróleo e gás", advertiu Dean Foreman, economista-chefe do API, num relatório recente. Tanto a Opep como os produtores norte-americanos se preocuparam mais com o ajuste dos balancetes do que com o aumento da oferta este ano. Provavelmente, será necessário uma mudança de espírito nos dois lados para evitar uma nova disparada dos preços do petróleo em 2022.

LEIA MAIS: 5 fatores chave a se observar no mercado do petróleo em 2022 com a recuperação da demanda

6. O ano decisivo das criptomoedas

O ciclo de aperto monetário global irá proporcionar um duro teste para as criptomoedas, que demonstraram uma correlação cada vez maior com os ativos especulativos no ano passado. Afinal, os ativos especulativos tendem a ter um ruim desempenho quando as taxas de juros aumentam.

No entanto, para aqueles que permanecem comprometidos com os criptoativos, 2022 promete ser um ano emocionante, no qual se espera que os EUA, a Europa e a Índia esclareçam a sua direção regulatória, algo que deve colocar a classe de ativos em terreno legal mais firme.

LEIA MAIS: Entenda como o Fed Afeta o Mercado de Criptomoedas no Curto, Médio e Longo Prazos

A nível técnico, o evento do ano pode ser a conclusão da transição do Ethereum para o mecanismo de Prova de Stake em sua blockchain, afastando-se do mecanismo de Prova de Trabalho, que consome mais energia e restringe a escalabilidade (além de gerar volumes de publicidade ambiental ruim para as criptos). Considerando-se a posição do Ethereum no universo das iniciativas de financiamento descentralizado (DeFi) que hoje se multiplicam, é difícil exagerar a transição.

VEJA TAMBÉM: Estas Criptomoedas Verdes Devem Estar no Seu Radar em 2022

Em outras notícias, o progresso da Polygon, que proporciona uma infraestrutura para que blockchains diferentes se comuniquem entre si, também pode expandir a facilidade de uso de muitas moedas – embora tornará mais difícil para os entusiastas argumentar que as mais de 16 mil moedas digitais existentes derivam seu valor a partir da sua escassez.



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