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Por Julio Hegedus Netto   |  10.05.2021 08:32
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Uma semana carregada de indicadores, no Brasil, o IPCA como destaque; o mesmo nos EUA, com o IPC e o IPP de abril. Saberemos então, se as decisões de ambos os Bancos Centrais, no Brasil e nos EUA, foram acertadas. Atenção também para a ata do Copom nesta terça-feira. Na China, os indicadores de inflação também devem ser monitorados. No meio político, estejamos de olho no que deve acontecer na CPI da Covid e se as reformas devem “começar a andar” (ou não). 

Nos EUA, ao que parece, a estratégia do presidente do Fed Jerome Powell, até agora, parece acertada, não tendo entrado no clima dos mercados, diante da puxada dos rendimentos dos treasuries. A retomada da economia não acontece na intensidade projetada (ou inflacionária). Na semana passada os dados do payroll de abril mostraram isso. Vieram bem mais fracos do que o esperado (266 mil), quando se esperava quase 1 milhão de novas vagas. Isso reforça a tese de que o Fed ainda deve manter a sua tese de “política acomodatícia” por um longo período. Isso posto, a ampla liquidez global ainda deve ser mantida, o que tende a beneficiar os emergentes e suas moedas. 

No Brasil, o real deve se fortalecer ainda mais, em relação ao dólar, cada vez mais valorizado, ou o dólar continuando a perder valor, frente as moedas emergentes e em especial, ao real. Nesta sexta-feira (dia 07), a desvalorização do dólar, frente ao real, chegou a 0,93%, R$ 5,2286, na semana perdendo 3,74%. 

Já o mercado de ações doméstico ingressou nesta onda, com o Ibovespa valorizando 1,77%, no recorde de 122.038 pontos, maior nível desde 14 de janeiro. Na primeira semana de maio sua valorização foi a 2,64%, no ano chegando a 2,54%. No mercado de juro, por outro lado, o dia foi de valorização e estabilidade para mais, nas pontas curtas, médias e longas, devido ao IGP-DI mais elevado e as vendas de varejo, recuando menos que o previsto, além da devida cautela com a ata do Copom.

No mercado cambial, a valorização do real, a maior entre os emergentes, também vem sendo possível, além da liquidez global abundante (no chamado carry trade), pelo bom desempenho das exportações de commodities, com especial destaque para as agrícolas (soja) e o minério de ferro, e as operações de IPO e fusões e aquisições em curso. 

Dentre os emergentes, no ano o dólar recua 0,4% frente ao peso mexicano, 1,82% frente ao rublo russo e 2,81% frente ao rand da África do Sul. No Brasil, o dólar, que chegou a R$ 5,48 no início da semana passada, deve iniciar esta em torno de R$ 5,20. E não será surpresa se cair próximo a R$ 5 ao final deste mês. Isso se reflete nas posições compradas em dólar nos mercados de dólar futuro, minicontratos, cupom cambial e swap cambial. Estavam, na semana passada, em US$ 29 bilhões, mas em tendência de queda. Ou seja, as pessoas estão começando a desmontar suas posições de apostas no dólar. 

No mercado de ações, o payroll, bem abaixo do esperado, foi motivo mais do que suficiente para o Ibovespa seguir os mercados de NY e fechar a semana a 122 mil pontos. Na primeira semana de maio, avançou 2,64%, no ano subindo 2,54%. Contribuiu também para isso o bom drive da balança comercial da China, com as exportações totais crescendo 32% em abril e as importações 43%, bom para as nossas vendas externas de commodities. Outro fator a contribuir foram os vários resultados corporativos, melhor do que o esperado. 

Na manhã desta segunda-feira (dia 10) atenção para os papéis da Vale (SA:VALE3), diante da forte alta do minério de ferro e do aço, no limite de +6% em Xangai, a 6.012 Yuans a tonelada. Na bolsa de commodities de Dalian, o contrato mais negociado era o de o minério de ferro, subindo mais de 10% 

Ainda sobre a agenda da semana, continuemos atentos ao que será dito na CPI da Covid 19 nas suas várias audiências. Na semana passada, três foram marcantes: os dois ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e o atual ministro, Marcelo Queiroga. Nestas, não tivemos grandes avanços, na mais contundente do ex-ministro Mandetta e a mais fraca, do atual ministro Queiroga, cheia de evasivas. 

Aguardemos para esta semana, no dia 11, o diretor presidente da Anvisa, Antônio Barras Torres, no dia 12 o ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, no dia 13 os dirigentes da Pfizer. Na semana seguinte, no dia 18, Ernesto Araújo e no dia 19, finalmente, talvez a audiência mais aguardada, o ex-ministro Eduardo Pazuello. No dia 20 será a vez de Mayra Dias, conhecida como “capitão cloroquina”. 

Este festival de evasivas e desmentidos deve ofuscar a agenda de reformas, prioridade do presidente do Congresso, Arthur Lira. A prioridade aqui é a reforma tributária, a ser fatiada, com destaque na primeira etapa para a transformação do PIS Cofins em CBS. A ideia de transformar o IPI, ICMS, PIS COFINS e ISS em IVA deve ser esquecida. Não acreditamos que avance, ainda mais porque o governo precisa achar novas fontes de receita, ainda apegado à criação de uma contribuição sobre movimentação financeira, ou mesmo, taxação sobre transações virtuais.   

Na agenda, dentre os indicadores, estejamos atentos ao IPCA de abril e a inflação nos EUA, pelo CPI e PPI. Será uma semana importante, pois teremos novos elementos para saber se a estratégia do BACEN, ainda mais com a ata do Copom, está correta. Saberemos então, se o “afrouxamento parcial” deve se prolongar pelos próximos meses até o final do ano, ou se deve terminar ao fim da primeira metade do ano. Diante de uma inflação, pelo IPCA, prevista em torno de 5,1% a 5,4% neste ano, no teto do sistema de metas de inflação (5,25%), será importante uma postura mais agressiva do BACEN agora, para trazê-la para o centro da meta no ano que vem (próxima de 3,5% a 3,75%). Para isso, a valorização do real, neste momento, deve contribuir bem para o recuo da inflação, e, pelo lado contrário, as commodities em patamar muito elevado, encarecendo alguns insumos importados pelo Brasil.   

Na agenda de balanços corporativos da semana, estejamos atentos, na segunda-feira, a ITAÚSA, PETZ, Banco Pan (SA:BPAN4), Intelbras (SA:INTB3) e Marisa; na terça-feira, Carrefour (SA:CRFB3), BTG PACTUAL (SA:BPAC11), Klabin (SA:KLBN11), Banco Inter (SA:BIDI4), Telefônica (SA:VIVT3), Petrobras (SA:PETR4) e Sul América (SA:SULA11); na quarta-feira Eletrobras (SA:ELET3), Suzano (SA:SUZB3), Rumo (SA:RAIL3), MRV (SA:MRVE3), JBS (SA:JBSS3), BRF (SA:BRFS3), LOCAWEB e YDUQS (SA:YDUQ3); na quinta, MAGALU, IRB (SA:IRBR3), BRMALLS, RENNER e Natura (SA:NTCO3), e, finalmente, na sexta, CVC (SA:CVCB3), COSAN (SA:CSAN3), COGNA e CEMIG (SA:CMIG4).

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Comentários (1)
José Artur Medina
José Artur Medina 10.05.2021 9:46
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Parabéns seu melhor texto, entretanto ingenuidade de sua parte acreditar que a CPI representa algum risco para o executivo, acredito nisso pois impeachment é um processo político e o chefe do executivo tem forte apoio popular, dois o redator da CPI, Renan Calheiros, é alguém que mesmo a esquerda sente náuseas, de forma que essa CPI não tem legitimidade, terceiro da mesma forma que para muitos progressistas, não existem argumentos que condenem o governo quando somos o quarto país que mais vacinou e o primeiro dentre os países não produtores da vacina. De fato a CPI, como aquela reunião vasada pelo STF funcionam como propaganda ao governo que lidera a campanha eleitoral. Ademais, o aprofundamento do debate quanto ao tratamento precoce vai deixar claro que os partidos progressistas se comportaram verdadeiramente como genocidas, pois se posicionaram contra a única forma de tratamento disponível (ainda que seja placebo, poderia ter salvado a vida desse brilhante comediante que nos deixou)
 
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