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Mercados seguem apreensivos, de olho nos mercados de títulos dos EUA e na Ucrânia

Por Haramoto Resumo do Mercado11.04.2022 08:35
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Mercados seguem apreensivos, de olho nos mercados de títulos dos EUA e na Ucrânia
Por Haramoto   |  11.04.2022 08:35
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ÁSIA: A segunda-feira foi praticamente de perdas nas bolsas asiáticas, com as ações chinesas lideraram as quedas após divulgação da inflação da China para março, enquanto os investidores monitoravam a situação da Covid no continente.

O índice de preço ao produtor da China para março subiu 8,3% em comparação com um ano atrás, maior do que o esperado, segundo dados oficiais na segunda-feira, acima das expectativas de um aumento de 7,9%. A inflação ao consumidor chinês também subiu mais do que o esperado em março, com o índice de preços ao consumidor subindo 1,5% em relação ao ano anterior e também ficou acima das expectativas para um aumento de 1,2%. Segundo analistas, a grande diferença entre CPI e PPI indica que o poder de precificação entre a maioria das empresas na China está fraco e elas estão sofrendo impacto nas margens de lucros.

Entre as poucas boas notícias, os novos empréstimos em yuan emitidos por bancos chineses vieram acima do esperado em março, fornecendo um impulso para uma economia que luta contra o rápido enfraquecimento da demanda. O M2, o principal indicador que mede a oferta monetária na China subiu 9,7% em março em relação ao ano anterior, superando o crescimento de 9,2% de fevereiro e a expectativa de mercado de 9,2%.

Na China continental, o índice CSI 300, que acompanha as maiores ações listadas no continente, caiu 3,09%, para 4.100,07 pontos. O composto de Xangai caiu 2,61%, para cerca de 3.167,13 pontos, enquanto o Shenzhen Component caiu 3,67%, para 11.520,21 pontos. A CNOOC, uma das maiores companhias petrolíferas da China, disse que planeja levantar US$ 4,41 bilhões em uma listagem em Xangai, depois que a NYSE iniciou o processo de deslistagem da CNOOC e outras empresas chinesas em fevereiro de 2021, enquanto as ADRs de algumas empresas chinesas foram retirados da NYSE em outubro, iniciada sob a gestão do ex presidente Donald Trump de proibir que americanos investissem em empresas chinesas sob alegação que estas colaboravam com os serviços de inteligência militar e segurança da China. Ela segue o "deal" da China Mobile, que também foi expulsa da NYSE no ano passado ee levantou cerca de US$ 9 bilhões em uma oferta de ações em Xangai. A oferta de ações da China Mobile, seguiu uma captação de fundos semelhante de sua colega China Telecom em maio passado.

As ações das operadores de restaurantes chineses estenderam as recentes perdas, à medida que a China continua a registrar números recordes de infecções. Xangai permanece sob bloqueio, enquanto várias outras grandes cidades apertaram as medidas de locomoção durante o fim de semana. O centro comercial sul de Guangzhou pediu aos moradores que não deixem a cidade a partir de segunda-feira para assuntos não urgentes e disse que os turistas que viajarem precisarão apresentar resultado negativo para teste de Covid-19 realizado dentro de 48 horas. A cidade central de Wuhan também começou a solicitar resultados negativos para o transporte público. A contagem diária da última segunda-feira superou a marca quando o surto começou em Wuhan no início de 2020, tornando o pior surto do país em mais de dois anos. A Haidilao International Holding caiu 11%, a Jiumaojiu International Holdings caiu 12% e a Xiabuxiabu Catering Management Holdings caiu 8,4%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em queda de 3,03%, em 21.208,30 pontos. As ações da fabricante chinesa de veículos elétricos Nio, listadas em Hong Kong, caíram 11,44% depois que a empresa anunciou a suspensão na produção devido interrupções na atividade de seus parceiros na cadeia de suprimentos como resultado do pior surto de Covid desde que começou a pandemia na China.

O Nikkei do Japão caiu 0,61%, para 26.821,52 pontos. As ações de companhias de energia japonesas subiram acentuadamente depois que o primeiro-ministro Fumio Kishida disse que o governo planeja maximizar o uso de energia nuclear para garantir a normalização do fornecimento de energia. As ações da Tokyo Electric Power subiram 11%, depois de recentemente avançar 10%. As ações da Chubu Electric Power subiram 6,7% e as da Hokuriku Electric Power subiram 2,5%.

O governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, reafirmou a posição política facilitada do Banco Central na segunda-feira, divergindo da onda global de aperto monetário por parte de seus pares globais, alegando que o banco central acompanhará o impacto da nova onda do coronavírus e que tomará medidas adicionais de flexibilização sem hesitação, "se necessário". Ele repetiu que o banco espera que as taxas de juros de curto e longo prazo estejam em seus níveis atuais ou mais baixos ainda.

O Kospi da Coreia do Sul caiu 0,27%, fechando em 2.693,10 pontos.

O S&P/ASX 200 da Austrália contrariou a tendência regional ao subir 0,10%, terminando seu dia de negociação em 7.485,20 pontos, sustentada pela alta dos setor bancário, altamente ponderado e pelas ações ligadas ao consumo, como as varejistas.

As ações da Lake Resources subiram 16% depois que anunciou um acordo para vender lítio para a Ford (NYSE:F). As ações das produtoras de lítio só não subiram mais por conta de um tweet de Elon Musk de que o Tesla (NASDAQ:TSLA) poderia entrar no negócio de lítio porque os preços do lítio foram para "níveis insanos" e que a montadora pode ter que entrar diretamente na mineração e refinação, a menos que os custos melhorem.

Entre outras notícias relacionadas com commodities, a Rusal disse que discorda que a Rio Tinto (LON:RIO) tenha o controle total da Queensland Alumina, uma das maiores refinarias de alumina da Austrália, na qual a empresa russa tem uma participação de 20%. Na semana passada, a Rio Tinto, segunda maior mineradora do mundo em valor de mercado, disse que assumiu "100% da capacidade e governança" da refinaria QAL após sanções do governo australiano destinadas a desvencilhar da indústria de alumínio de gigantes da Rússia. A Austrália proibiu a exportação de alumina, usada para fazer alumínio, para ou em benefício da Rússia. Também sancionou o oligarca Oleg Deripaska, que possui uma grande participação majoritária na Rusal. A Rio Tinto caiu 1,7%.

Entre outros pares, BHP caiu 0,7% e a produtora de minério de ferro Fortescue Metals (ASX:FMG) caiu 3,1%. Entre as produtoras de petróleo, Santos subiu 0,9% mas Woodside Petroleum (ASX:WPL) caiu 0,9%.

O índice MSCI para Ásia-Pacífico exceto Japão caiu 1,55%.

EUROPA: As bolsas europeias operam sem direção nesta segunda-feira, em uma semana de importantes reuniões de bancos centrais e leitura da inflação nos EUA.

O pan-europeu Stoxx 600 sobe 0,1%% no final da manhã, tendo reduzido as perdas iniciais. As ações de tecnologia caem, enquanto os bancos sobem. O Société Générale (PA:SOGN) lidera os ganhos no setor bancário europeu, subindo mais de 6% depois de concordar em vender sua participação no Rosbank e nas subsidiárias de seguros russas para a Interros Capital, encerrando todas as atividades na Rússia. Na parte inferior do índice de blue chip europeu, a Nokian Tires da Finlândia cai mais de 12% depois de anunciar que as novas sanções da UE contra a borracha russa terão um impacto significativo em sua produção.

O alemão DAX 30 cai 0,35% e o FTSE MIB da Itália avança 0,03%.

O francês CAC 40 sobe 0,83%, liderando os mercados na Europa, após a vitória do presidente francês Emmanuel Macron no primeiro turno das eleições presidenciais francesas.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,14% e o português PSI 20 sobe 0,32%.

Na Rússia, o MOEX sobe 0,19% e o RTSI cai 3,24%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,25%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American (LON:AAL) e BHP cai 1,3%, enquanto Rio Tinto avança 0,1% e Glencore (LON:GLEN) adiciona 1,2%. A produtora de petróleo BP sobe 0,2% e a Shell (NYSE:SHEL) cai 0,1%.

A economia britânica expandiu 0,1% em fevereiro em relação ao mês anterior, ligeiramente abaixo da alta de 0,2% esperada pelos economistas, que esperam tempos mais difíceis à frente, à medida que o aumento do custo de vida provocará uma queda na renda disponível das famílias e atingirá os gastos dos consumidores. Espera-se que a guerra na Ucrânia e o choque relacionado aos preços da energia pesem no crescimento econômico.

O setor de serviços voltados para o consumidor, foram os principais contribuintes para o crescimento econômico ao longo do mês, no entanto, isso foi parcialmente compensado pela queda na atividade industrial e de construção.

Em janeiro, a economia do Reino Unido cresceu 0,8%, liderada por uma recuperação dos serviços voltados para o consumidor após a remoção das restrições do Covid-19.

EUA: Os futuros dos índices de ações seguem em baixa na manhã de segunda-feira, à medida que os rendimentos dos títulos sobem para novas altas.

Esse movimento ocorre quando os rendimentos do Tesouro dos EUA continua sua caminhada ascendente após um salto de sexta-feira quando o rendimento dos Títulos de referência de 10 anos atingiram uma alta de 3 anos. No início da manhã de segunda-feira, o rendimento da nota do Tesouro de 10 anos operava em 2,7553%. Os rendimentos movem-se inversamente aos preços. O aumento dos rendimentos dos títulos torna a valorização das ações, em particular as ações de crescimento de longa duração, menos atraente.

Na sexta-feira, o Índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,40%, para 34.721,12 pontos, o S&P 500 caiu 0,27%, para 4.488,28 pontos e o Nasdaq Composite caiu 1,34%, para 13.711,00 pontos.

Wall Street registrou uma semana negativa, com o setor de tecnologia sendo uma fonte de preocupação. O Nasdaq Composite caiu 3,9% na semana passada, seu pior desempenho desde o final de janeiro, enquanto o S&P 500 e o Dow caíram 1,3% e 0,3%, respectivamente. O setor de saúde foi o destaque positivo, ganhando mais de 3%.

A luta contra a inflação provavelmente continuará sendo monitorado pelo mercado nesta semana. Os investidores aguardarão novos dados como o índice de preços ao consumidor para março na terça-feira. A inflação subiu para 7,9% em relação ao ano anterior em fevereiro, uma alta de 40 anos, em meio aos gastos pós-pandemia e aumento dos custos com gás, alimentos e habitação. Economistas esperam que o Índice de Preços ao Consumidor em março suba 8,4% em relação ao ano anterior. O índice de preços ao produtor sairá na quarta-feira.

O Federal Reserve planeja cortar até US$ 95 bilhões em ativos por mês de seu balanço de US$ 9 trilhões, para combater o aumento da inflação, de acordo com a reunião do FOMC em março. O FED elevou a taxa de juros em 25 pontos-base para uma faixa de 0,25% a 0,5% em março, seu primeiro aumento na taxa de juros desde 2018.

Soma-se às preocupações dos investidores, o aperto da curva de rendimento, o spread entre os rendimentos dos títulos de longo e curto prazo. Uma inversão de curva de rendimento ocorre quando os rendimentos de curto prazo ficam acima dos rendimentos de longo prazo e podem apontar para uma recessão iminente. No final do mês passado, o rendimento do Tesouro de 2 anos subiu mais do que o rendimento de 10 anos pela primeira vez desde 2019 e permaneceu invertido por três dias consecutivos.

A presidente do Fed de Cleveland, Loretta Meester, disse em um programa de televisão no domingo que ainda acredita que o FED possa controlar a inflação sem causar grandes danos à economia mas acrescentou que os bloqueios de Covid na China “exacerbarão” os problemas da cadeia de suprimentos que estão contribuindo para a inflação nos EUA.

Os investidores também estão atentos aos desenvolvimentos na Ucrânia. A invasão do país pela Rússia tem causado volatilidade nos mercados de petróleo e outras commodities, o que, por sua vez, afetou os estoques.

A média diária de novos casos de COVID-19, internações e mortes aumentaram, segundo o Dr. Anthony Fauci, conselheiro médico-chefe da Casa Branca e segundo ele, o COVID-19 "não será erradicado". A média de sete dias de casos aumentou pelo terceiro dia consecutivo para 31.105 no domingo, contra 30.753 no sábado. A média diária de internações relacionadas ao COVID-19 subiu para 15.154 na sexta-feira, ante 15.112 no dia anterior e a média diária de óbitos aumentou para 570, ante 565 no sábado. No entanto, nas últimas duas semanas as internações caíram 17% e as mortes caíram 28%. Em termos globais, o número total de casos subiu para 498,15 milhões e as mortes cresceram para 6.176.420 no mundo, com os EUA liderando com 80,40 milhões de casos e 985.482 mortes, de acordo com dados compilados pela Universidade Johns Hopkins.

Na quarta-feira, o JPMorgan (NYSE:JPM) Chase e a Delta dão o pontapé inicial para a temporada de resultados do primeiro trimestre.

Nesta segunda-feira, não está prevista a divulgação de dados econômicos relevantes.

CRIPTOMOEDAS: Após esboçar uma leve alta no domingo, os mercados de criptomoedas iniciam a segunda-feira com queda.

Após atingir US$ 47 mil no início da semana passada, alimentado pelo otimismo de que a guerra poderia estar chegando ao fim, o Bitcoin opera abaixo dos US$ 42.000 em meio à um cenário de maior incerteza econômica por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia e com investidores acompanhando os aumentos de juros nos Estados Unidos. O Banco Mundial projeta uma contração de 11,2% para a economia da Rússia e de 45,1% para a da Ucrânia em 2022. O Bitcoin acumula queda de cerca de 9% em uma semana.

Bitcoin: -2,46%, em US $ 41,960,00
Ethereum: -5,46%, em US $ 3.068,69
Cardano: -5,70%
Solana: -4,58%
Dogecoin: -4,64%
Shiba Inu: -4,56%
XRP: -5,19%
Litecoin: -5,38%

ÍNDICES FUTUROS - 7h35:
Dow: -0,16%
SP500: -0,41%
NASDAQ100: -0,22%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -4,56%
Brent: -2,54%
WTI: -2,81%
Soja: -0,46%
Ouro: +0,45%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.
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