Fundamentos mantidos, perspectivas de inflação controlada, mesmo com um repique de alimentos no primeiro trimestre, atividade econômica em ciclo de recuperação.
No contexto que se praticamente é sepultada a reforma da previdência, em vista aos gatilhos constitucionais ocorridos com a intervenção militar no Rio de Janeiro o espaço para a continuidade de ao menos mais um corte de juros por parte do COPOM está aberto.
As agências de classificação de risco, como a Fitch, dizem ainda monitorar a reforma, onde aparentemente sua votação não está impedida e sim sua execução, portanto haveria espaço para a tentativa do governo de colocá-la em plenário nesta semana.
O risco obvio de mais um rebaixamento da classificação de risco brasileira parece não estar na mente da classe política neste momento, sendo que o foco na reeleição de diversos parlamentares e até mesmo de Temer substitui as atenções.
Com isso, o mercado tende a provavelmente reduzir o peso de um segundo rebaixamento, como fez no primeiro, todavia, tal movimento tende a não ser seguido por estrangeiros, os quais devem readequar suas carteiras à realidade de um grau mais baixo.
CENÁRIO POLÍTICO
A intervenção militar no Rio de Janeiro tem, além do obvio elemento da segurança pública, um caráter político muito importante. Apesar de ser um reduto do PMDB petista, o partido do presidente ainda comanda o estado.
Junto com a saúde, a segurança pública é um dos temas que mais preocupa o brasileiro e será obvia a tentativa do governo de cacifar politicamente o evento e até mesmo buscar a reeleição do atual presidente, mesmo com sua popularidade vertiginosamente baixa.
Com o PT fora da disputa e o partido em franco desespero na busca por uma alternativa a lula, enquanto tenta sobreviver no legislativo e executivo, outros partidos de esquerda têm dificuldade em preencher tal vácuo e com poucos “outsiders” reais na disputa, a velha política tende a prevalecer novamente.
Infelizmente.
CENÁRIO DE MERCADO
A abertura na Europa é mista, com os futuros NY em alta, após o maior ganho semanal do S&P desde 2013. Na Ásia, o fechamento foi positivo, mesmo com o feriado na China continental.
O dólar opera em queda contra a maioria das divisas, enquanto os Treasuries não operam devido ao feriado do dia de Washington nos EUA.
Entre as commodities metálicas, o cenário é misto, com queda no ouro, prata e cobre e alta no minério de ferro, platina e paládio.
O petróleo em alta na abertura, seguindo a recuperação principalmente do mercado asiático.
O índice VIX de volatilidade abre em alta acima de 1,7%.
CÂMBIO
Dólar à vista : R$ 3,2311 / -0,02 %
Euro / Dólar : US$ 1,24 / 0,129%
Dólar / Yen : ¥ 106,52 / 0,292%
Libra / Dólar : US$ 1,40 / -0,014%
Dólar Fut. (1 m) : 3214,56 / -0,87 %
JUROS FUTUROS (DI)
DI - Janeiro 19: 6,62 % aa (-0,12%)
DI - Janeiro 20: 7,71 % aa (-1,53%)
DI - Janeiro 22: 9,16 % aa (-0,65%)
DI - Janeiro 25: 9,89 % aa (-0,60%)
BOLSAS DE VALORES
FECHAMENTO
Ibovespa: 0,28% / 84.525 pontos
Dow Jones: 0,08% / 25.219 pontos
Nasdaq: -0,23% / 7.239 pontos
Nikkei: 1,97% / 22.149 pontos
Hang Seng: 1,97% / 31.115 pontos
ASX 200: 0,64% / 5.942 pontos
ABERTURA
DAX: -0,076% / 12442,51 pontos
CAC 40: -0,133% / 5274,56 pontos
FTSE: -0,084% / 7288,60 pontos
Ibov. Fut.: -0,19% / 85355,00 pontos
S&P Fut.: 0,176% / 2739,80 pontos
Nasdaq Fut.: 0,320% / 6808,50 pontos
COMMODITIES
Índice Bloomberg: -0,04% / 88,20 ptos
Petróleo WTI: 0,86% / $62,21
Petróleo Brent:0,62% / $65,24
Ouro: 0,07% / $1.347,92
Minério de Ferro: 0,17% / $76,89
Soja: -0,32% / $18,81
Milho: -0,07% / $367,50
Café: -3,12% / $117,95
Açúcar: -1,76% / $13,38