Um início de semana nada fácil, onde o foco da inflação ganha força, na expectativa pela leitura do CPI e PPI, índices ao atacado de varejo nos EUA, além da reação dos investidores aos mesmos dados já divulgados na China, acima das expectativas.
A segunda maior economia do mundo registrou CPI aos 2,5%, ante projeções de 2,4% em junho e anterior aos 2,1%, enquanto o PPI registrou alta de 6,1%, ante projeções de 6% e anterior aos 6,4%.
A preocupação com a inflação se avoluma com a atividade econômica extremamente difusa no globo e investidores divididos ainda na reação entre os dados positivos, que podem levar ao aquecimento econômico, consequentemente inflação e juros ainda mais altos para detê-la, criando assim recessão, enquanto os sinais primários de recessão já ocorrendo são benvindos por alguns, na expectativa que os BC não atuem tão pesadamente nos juros.
Para outros, a preocupação com sinais de recessão já em ocorrência é maior, na perspectiva de que o cenário se deteriore ainda mais, em meio à reação muito difusa dos Bancos Centrais em resposta à crise.
Enquanto isso, a China, de onde se espera com grande ansiedade o fim dos lockdowns que alimentam o choque de ofertas, voltou a fechar algumas localidades, agora notadamente Macau, zona dos cassinos chineses, devido ao alerta dos casos de COVID na região, em pleno verão, período de maior acesso ao local.
A robustez do Payroll na semana passada, indicando criação de 372 mil vagas em junho nos EUA, acima das projeções de 268 mil já suscitam por membros do Fed o discurso de que uma elevação de 75 bp não será danosa à economia, ou seja, dólar para cima em nível global.
O cenário se completa com as tensões na Europa e o fechamento do gasoduto Nordstream, o que no curto prazo preocupa, devido ao impacto na atividade econômica, porém preocupa ainda mais, caso se estenda até o inverno, levando o Canadá a liberar uma turbina que estava em manutenção no país, contrariando as sanções impostas até agora.
A agenda da semana, além das inflações ao atacado de varejo nos EUA e Japão, tem como foco a atividade econômica, com a pesquisa de serviços, varejo e a prévia do PIB no Brasil, vendas ao varejo e produção industrial nos EUA, produção industrial e índices Zew em diversas localidades na Europa, além do PIB, vendas varejo e produção industrial na China e produção industrial no Japão.
ABERTURA DE MERCADOS
A abertura na Europa é negativa e os futuros NY abrem em baixa, na expectativa pela grande série de dados da semana.
Em Ásia-Pacífico, mercados mistos, com Japão em alta, devido às eleições e China em queda, após multas ao AliBaba e Tencent, devido à lei de concorrência.
O dólar opera em alta contra a maioria das divisas centrais, enquanto os Treasuries operam negativos em todos os vencimentos.
Entre as commodities metálicas, quedas, destaque ao cobre e minério de ferro.
O petróleo abre em alta em Londres e alta em Nova York, com temores de recessão.
O índice VIX de volatilidade abre em alta de 6,57%.
CÂMBIO
Dólar à vista : R$ 5,2559 / -1,59 %
Euro / Dólar : US$ 1,01 / -0,776%
Dólar / Yen : ¥ 137,04 / 0,698%
Libra / Dólar : US$ 1,19 / -0,773%
Dólar Fut. (1 m) : 5307,74 / -1,42 %
JUROS FUTUROS (DI)
DI - Junho 23: 13,92 % aa (0,43%)
DI - Janeiro 24: 13,63 % aa (0,85%)
DI - Janeiro 26: 12,85 % aa (1,22%)
DI - Janeiro 27: 12,85 % aa (0,90%)
BOLSAS DE VALORES
FECHAMENTO
Ibovespa: -0,4376% / 100.289 pontos
Dow Jones: -0,1478% / 31.338 pontos
Nasdaq: 0,1201% / 11.635 pontos
Nikkei: 1,11% / 26.812 pontos
Hang Seng: -2,77% / 21.124 pontos
ASX 200: -1,14% / 6.602 pontos
ABERTURA
DAX: -0,751% / 12917,50 pontos
CAC 40: -0,672% / 5992,62 pontos
FTSE: -0,523% / 7158,64 pontos
Ibov. Fut.: -0,55% / 101535,00 pontos
S&P Fut.: -0,49% / 3882 pontos
Nasdaq Fut.: -0,710% / 12067,50 pontos
COMMODITIES
Índice Bloomberg: 0,42% / 116,40 ptos
Petróleo WTI: -2,16% / $102,53
Petróleo Brent: -1,68% / $105,22
Ouro: -0,39% / $1.735,89
Minério de Ferro: -2,00% / $110,65
Soja: 2,45% / $1.630,25
Milho: 2,79% / $800,00
Café: -0,09% / $222,70
Açúcar: -0,47% / $18,92